Evento Intrigante

29 01 2008

Recentemente estive em uma festividade familiar onde encontrei parentes que fazia muito tempo que não via. Entre eles, meu primo de 6 anos que não o via desde que ele tinha 3 meses de idade.

Pois bem, conversa vai, conversa vem, e minha tia comentou que meu priminho adora uma bota de borracha vermelha (aqueles de jardim) dela. Disse ela que ele adora brincar com ela. Mas não no sentido brincar junto com os carrinhos ou coisa assim, mas sim de se divertir apenas usando as botas. Disse que muitas vezes ele pega escondido essas botas para brincar, além de sempre querer dormir com elas.

Bem, para os baunilhas que leram este relato, e assim como meus parentes, acharam isso deveras engraçado e bonitinho. Mas eu fiquei no mínimo espantado. Vou explicar o pq.

Eu, quando tinha 6 anos, tinha sentimentos estranhos com uma bota de borracha preta q tinha em casa. Eu pegava ela escondida da minha mãe e ficava ‘brincando’ com ela no quintal, me divertia apenas do fato de usar ela. Queria usar, brincar, e até sentia vontade de dormir com ela, mas não cheguei a fazer isso. Depois disso, esse sentimento evoluiu pra máscaras de gás e pessoas amarradas e amordaçadas, e tempos depois, asfixia. Mais tarde descobri que este sentimento era tesão. E isso me levou ao BDSM.

Muitos irão me dizer: “Paranóia sua, GasMask. Ele simplesmente tá brincando, nada mais.” Mas eu digo, tudo aquilo que a minha tia disse, me fez sentir de volta a minha infância, pois eu fazia EXATAMENTE aquilo. Eu sentia que não se tratava de apenas uma brincadeira de criança.

Conversei com algumas pessoas do meio e todas elas, durante a minha narração, ficaram espantadas, já sacando onde eu queria chegar. Acredito que muitos fetichistas por botas irão concordar comigo, pois passaram por isso.

Pois bem, o que me intriga é: Fora uma visita que fiz quando recém-nascido, eu não o via faz muito tempo, logo eu não teria de forma alguma como (e nem iria) influenciar esta situação, mesmo que inconscientemente. E mais, as ações descritas foram EXATAMENTE as mesmas que fiz quando criança, bem como isto ocorreu na mesma idade.

Confesso também que esperava isso de todo mundo, menos do meu priminho. Pra vocês verem que não devemos julgar nada e ninguém. Agora, como explicar isso???