Níveis de Dominação

12 11 2009

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Texto integral retirado do perfil do FetLife de Dom Lui, sob Autorização.

Possíveis níveis ou graus de dominação (tal como ela existe sobre o grau de apresentação). Este texto não tem nenhuma base, o valor é de fato como os níveis de submissão muito distorcido, aproximados e não faz nada. Mas pode ser interessante para descobrir. Deixamos a sua sagacidade …

Nível – 1 – O “Soft” amante Dominante:

Essas pessoas não estão olhando para a troca de poder ou de comando ou controle de outra. Eles gostam de uma sexualidade que atua apenas da D / s passo. Atos D / s são considerados como jogos divertidos e temperar os relatórios são feitos e prazer ao parceiro. Acima de tudo, a docilidade do outro que é apreciada e inspirador. Os jogos “são simples e orientadas para uma puramente sexual. É principalmente um role-play entre os parceiros antes de uma relação com a relação de autoridade.

Nível -2 – Teatro Dominante:

Eles são seguidores da Internet e da Web, que parecem cheias dominar e controlar as suas observações. Gozam de humilhação e desempenham papéis nas suas relações comerciais. Eles amam rebaixamento e apresentaram o seu agir de acordo com os seus pedidos. Eles Love Train (desenvolver) assunto novo porque sinto confortado em seus conhecimentos, mesmo que eles são fracos. Eles não vão forçar sua sujeito aos seus limites ou apenas em um relacionamento virtual. Este tipo de vangloriar dominante e do valor dos sujeitos foram treinados para exercer a sua jurisdição.

* Nível 3 – Role Players (Dominante / Master):

Essas pessoas gostam de jogar o “Master” e valorizar a obediência do sujeito. Usando um colar para eles é uma passagem obrigatória antes do início do relacionamento. O serviço e a satisfação de suas necessidades serão promulgadas regras para o seu assunto. Eles não têm interesse para o progresso e o desenvolvimento do seu objecto. Eles raramente dão exercícios de aprendizagem e, se eles fizerem isso, eles estão pouco interessados em comentários, resultados e sensações experimentadas pelos seus “alunos”. O domínio não está orientada para a evolução do assunto.

* Nível 4 – O real dominante (mestre não):

Eles controlam e dirigem os seus sujeitos temporariamente e dentro dos limites acordados. A grande diferença entre pessoa e que a mencionada acima é a consciência de que o poder vem do seu objecto. Eles são geralmente animado por ser obedecida durante as sessões de BDSM, mas também fora. Eles não sentem satisfação em obrigar os outros à submissão. Os jogos “ainda estão dentro dos limites acordados. Eles não podem conceber a relação D / s, de um prazer partilhado.

Nível -5 – True Master / jogo Dominante:

Eles são, também, o controle e a direção do assunto em um curto período de tempo e de permanecer acordado limites. Eles apreciam e aspirar a ser servido e obedecido. Eles correm os jogos e apresentar os seus sujeitos a actos e dor leve que suportar. Eles infligem uma palmada ao ponto de dor, mas não vai suficientemente longe para dar lugar à secreção de endorfinas no corpo. O prazer vem a dor que eles causam, não sensações experimentadas por seu conteúdo. Eles gerir e controlar o sujeito individual, mas não o controle da reunião. A reunião termina, geralmente no mesmo nível de intensidade que tinha começado.

Nível -6 – Mestrado / ponto dominante (sem-nomeação prazo):

Eles dominam o relatório, mas pode ter acordado às limitações de tempo. Eles querem ser obedecidos em ambos os relatórios e não-erótica erótico e o sujeito deve se reunir no prazo que foi acordado. Eles “vai agir” como dominante, quando lhes apetecer e de acordo com seus humores e desejos. Muitas vezes, eles “atuará” por vários dias, (o mestre-de-semana ou para um tempo limitado, por exemplo), mas eles mantêm a liberdade de interromper a qualquer momento. Os limites de The Game é baseado nas limitações de tempo que pode dar. Eles não querem se mudar para outros relacionamentos do que por curtos períodos de jogos são sempre boas razões. Eles podem oferecer exercícios para o assunto, mas eles fazem perguntas sobre o desempenho ea sensação sentida durante o exercício.

* Nível 7 – A hora da verdade de professores:

Eles têm um relatório de Master para Slave e tendo em seu conteúdo como sua propriedade exclusiva e inteira, sem limitação de tempo ou lugar. Eles procuram os desejos e necessidades dos seus sujeitos e assegurar-lhes “crescer”. O comandante deve reinar sobre a vida do sujeito individual. Eles administram suas próprias vidas, mas o seu tema comum continua a ser a principal preocupação de seu tempo livre. As sessões terão como objectivo para o avanço do assunto. Dominam as práticas e jogos. Eles assistem e observando as reações e os sentimentos do seu objecto. Eles sabem que o processo de liberação da secreção de endorfinas. Eles constantemente observar as mudanças físicas do seu objecto e leva ao sub-espaço. Eles viellent pós-sessão e voltar para acalmar seus sujeitos e suas necessidades.

Nível – 8 – Full-time professores:

Eles têm total controle sobre o relacionamento e assegurar o bem-estar do seu objecto. Os limites dentro do relacionamento são vistos como oportunidades de crescer. Apresentaram os seus deveres e sanções. Eles consideram o seu assunto como uma posse rara e preciosa forma que com o tempo e jogos. Eles têm um papel de marido, amigo, guia e protetor. Seus poderes acordo sobre todos os aspectos da sua vida do sujeito (física, mental, moral, material …), o que dá a relação de uma “realidade” (poder ou magnitude) muito mais forte do casamento. Há, em geral, assinou um contrato que define as atribuições e regras de vida e / ou jogos. Este contrato é normalmente baseado em regras de D / s, os seus limites acordados e duração da relação (aprovado por ambos os parceiros). O contrato pode ser quebrado apenas pelo Mestre, que também gere a renovação e alteração necessária.





Caracteristicas de um Dom Sério

11 11 2009

Retirado do perfil do Fetlife de Dom Lui, sob autorização.

1- O PRINCIPIO DE TUDO A ENTREGA DA SUB..
2- Não são dados a auto exaltação.
3- Primam pela discrição.
4- Tratam as subs com respeito e consideraçãoo.
5- Tem vocabulário apropriado.
6- Respeitam os familiares e amigos baunilha da sub.
7- Sempre tem outros Doms nas suas listas de amigo, pois tem ótima auto estima e não tem medo da “concorrencia”.
8- Geralmente são bem conhecidos no meio BDSM, e tem boa penetracao social no grupo.
9- Não divulgam o MSN deles pra todo mundo, logo que o conhecem.
10- VOTOS DE UMA SUB: Obedecerei todas as ordens em relação a vestimenta e comportamento, sem questionamentos. Assim Eu Quero, assim Declaro e assim Cumprire pela felicidade e prazer do[a] Dono[a] de minha Vida e de todo meu Ser… TE AMO DOM OU DOMME DE MIM ….D/S





Palestra 24/7: Semiótica das Práticas BDSM

27 07 2009

Saudações a todos,

Agradeço a todos por comparecerem a palestra do 24/7 sobre máscaras e do projeto de simbolização das práticas BDSM.

Conforme prometido, vou colocar a disposição de vocês o documento do projeto que sugere a simbolização das práticas BDSM para melhro identifica-las e universalizar a comunicação entre os praticantes.

Lembro-lhes que este projeto está em desenvolvimento e há muito a ser feito, e peço a ajuda de todos vocês, principalmente as pessoas da área de comunicação, que colaborassem com este projeto. ;)

Sugestão de Simbolização das Práticas BDSM

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Myth Busters: Poppers

6 05 2009

Poppers é um produto químico composto principalmente por Nitrato de Amilo. Foi usado inicialmente para tratar angina (dor no peito), mas ficou famoso na década de 70 nas boates gays para ser usado para causar euforia, dilatação do ânus e principalmente aumento do prazer sexual. Na década de 80 e início da década de 90 este composto passou a ser utilizado também pelos heterossexuais. O nome é proveniente do som da abertura da embalagem de vidro que contém a substância.

O popper é usado através de inalação durante o clímax da excitação sexual. Ao inalar a pessoa sente uma sensação estranha, fica com a cabeça leve e sente uma euforia. Há casos em que no momento em que a pessoa inala, ela começa a rir descontroladamente por um curto período de tempo.

Agora, vamos analisar a fundo essa substância. Será que vale a pena?

Conversei com algumas pessoas, entre eles usuários, médicos e bioquímicos. E descobri algumas coisas:

  • Primeiro de tudo. É uma substância ilegal aqui no Brasil.
  • Causa tontura,
  • Causa Vertigem,
  • Causa queda de pressão,
  • Desmaios,
  • Dores de cabeça,
  • Vômitos,
  • Taquicardia,
  • Há suspeitas de que cause Sarcoma de Kaposi em aidéticos,
  • Se ingerido pode causar a morte,
  • Pode causar irritação na pele,
  • É cancerígeno,
  • Por ser ilegal, geralmente é misturado com outras substâncias nocivas a saúde,
  • Pode causar glaucoma,
  • Pode causar Methemoglobinemia,
  • Fragiliza o sistema imunológico,
  • Pode queimar a pele se entrado em contato,
  • Efeito de curta duração. Entre 10 e 30 segundos.

Pelo que foi pesquisado, os efeitos colaterais são muito maiores que os supostos benefícios que eles podem causar. E mais: Esses sintomas dependem de pessoa para pessoa. Elas podem muito bem sentir só os efeitos colaterais da substância.

Pessoalmente, desde o começo eu sempre digo que sou totalmente contra qualquer tipo de droga, ainda mais que o BDSM nos exige concentração e cuidado. Drogas nas cenas é totalmente inaceitável. E o site GasMask condena o uso dessas substâncias.

Este post foi criado exatamente para orientar essas pessoas dos malefícios dessa droga, que possui mais desvantagens do que vantagens.

Fonte: Sapo Blog, Sobriedade, Wikipédia e convidados.





Ícones de Propriedade

16 11 2008

Os ícones de propriedades foi proposto por Tanos, no site OwnershipFlag.com com o objetivo de identificar os praticantes BDSM, sendo eles Mestres, Mistress, Dominador, Dominatrix, Submissos, Submissas, Escravos e Escravas. Segue uma tabela com um breve resumo.

Descrição

Masculino

Feminino

Os símbolos dos planetas existiram por centenas de anos Marte e Vênus são usados para simbolizar os sexos Masculino e Feminino na biologia. Para indicar o gênero em um ícone de propriedade, usa-se uma flecha (masculuno) e uma cruz (feminino) a partir desses símbolos.

Os símbolos para donos, donas, mestres e mistress, usa-e um escudo para representar a cabeça do dono da casa, com uma flecha ou cruz para indicar o gênero.



O símbolo de Escravos com donos e Submissos encoleirados consitem em um círculo, representando a coleira, e o gênero indicado por flecha ou cruz.




O símbolo de submisoss livres, coloca-se uma flecha ou cruz dentro de um quadrado tracejado, que indica uma gaiola aberta.




A coleira e o escudo juntos combinam os símbolos do dominador e do dominado, e pode ser usado para representar a subcultura da propriedade. Bem como compor a bandeira da propriedade.






Posições Escravas (BDSM)

1 10 2008

Segue uma relação de posições escravas BDSM.Peço sinceras desculpas por passar o texto em inglês. Eu realmente ando sem tempo pra nada. Praticamente só estou voltando pra casa para dormir. Mas garanto a vocês que assim que tiver um tempo eu traduzirei a vocês.

Aqueles que quiserem me fazer este favor e traduzir, ficarei agradecido. ;)

Attend - This is when a slave is directed to ‘attend’ to the needs or serve another dominant (non-sexual)

Attention - This is a military position. The slave stands, feet and ankles together and her arms are at her sides, fingers curled slightly under and held at the thighs. Her back is straight and her eyes are focused on the horizon.

Assume Spot - This is generally a position to the left and slightly behind a dominant wherein the slave is in a comfortable position (not kneeling) which can be maintained for long periods of time.

Auction – This is a position used to display a slave at a slave auction or to show your slave to others. The slave starts by facing the crowd with legs spread, arms at a 45 degree angle from body with palms facing crowd. On command the slave turns away from the crowd and assumes the same position in order to show her back side.

Bring – Get – Fetch - All variations of the same command which is used to set the slave into motion to retrieve an object or objects for her Master.

Come – Present - Generally a face down position, arms at the side, legs together.  This the definition of Present as a position.

Present - (variation) will have a submissive face down with arms stretched forward over her head — wrists crossed — and ankles crossed to represent cuffing.

Follow - to trail the dominant an exact pace 3-4 steps to the back and left of dominant.

Crawl - generally a full forward belly crawl.

Down on Back - assume position on back, legs together, arms at side.

Close - can be used physically, mentally or both; Generally it means that the slave is to “close off” the genitals from view, from desire or both.

Crawl - (variation) knee and palm crawl.

Display - any arrangement of body posture determined in advance by the dominant to be ‘the display position’ — slave is to move into that position until verbally released.

Dismissal - This is used for dismissal from presence for discipline or punishment and should include the slave backing away from the dominant, chin up, eyes lowered in whatever ‘mode of travel’ the slave is already in when the command is issued. Example, if the slave is standing the slave will back up standing. Slave is to remain ‘facing’ their dominant until they have gone beyond the ‘threshold’ — in common terms this is generally 10 feet (seldom implemented today). If the slave is in a crawling position when dismissal is ordered, they would crawl backward (again facing dominant) from presence.

Display – This position is often called Inspection. The Display command has several different means depending on your location. 1) English Classic Display - kneeling with thighs widely apart. The slave should interlock her fingers behind her head, chin should be up, eyes should be down, butt on heels, back is straight, chest and genitals presented in ‘display’ or for the viewing pleasure or inspection. 2) Modern - Standing in semi-military stance. Feet should be same width apart as the shoulders, fingers laced behind neck, chin up, eyes down, posture straight, full body and genital exposure. 3) In addition, in some areas “Display” was a command for the slave to show her Master her mouth, breast, anal area and cunt in four positions.

Examination - It is usually more than one position. The slave displays a part of her body then on command moves to the next position to display a different part of her body.

Informal or At Ease position - Very similar to military at-ease position. The slave standing with her feet at the same width apart as the shoulders, head up, eyes down, posture perfect but not stiff. The slave when standing next to other slaves should maintain one arm lengths distance on all sides if more than one slave is under inspection.

Inspection – often used for 1) or 2) listed under Display.

Stool – table – ottoman - These are all variations of a slave as furniture on hands and knees with head down below table surface – back to be held firmly as furniture (footrest or table).

Parade rest - This is another military position.  The slave spreads her feet apart  to the width of the shoulders.  The slave’s arms are behind her back and she cups one hand in the other at the small of her back.  If used in a military fashion, the slave must first be at attention and when ordered to Parade rest, moves only her left foot and hands to assume the position.  In the BDSM community this position is often used without going first to attention.

Present - This is commonly used to order slave into ‘modern’ kneel display position. Kneeling with thighs apart, back should be posture perfect, chin up, eyes down, palms down and resting on the front of thighs, butt on heels. A variation is the English style - palms up on thighs (otherwise same as above)

Front cuff or back cuff - slave to move hands to front while maintaining any presentation position — or to the back. Cuffing can be ‘invisible.’

Present down - This position is generally where the slave moves from a standing or kneeling position into a full face down presentation. Note – attaining the position should be done in a sensual fashion to provide visual pleasure to anyone viewing the change in position.

Guard - This order or command is exactly as it sounds — it orders the slave to guard whatever the dominant directs the slave to guard -such as property or even other people.

Fetch - The slave is to retrieve objects using only her mouth as a dog would.

Get – Bring - same command as above.

Got to your Place - The slave goes to a predetermined location in the home and stays until her Master has a need for her.

Surrender – Prostate -
often melded to present down with ankles crossed and arms above head wrists crossed while laying face down.

Heel – The slave follows slightly behind and to the right of her Master. Often used if the Master wishes to engage in conversation while walking with his slave.

Humble - may include face down with legs parted to width of shoulders — arms out to sides to form a human cross shape and can be face up or face down.

Leave – Stop - command to cease any and all activities without question.

English Obedience - Kneeling (same as English above) except that the slave will place her hands behind her back (often crossed at wrist) and will bend forward until her face is against the floor surface.

Modern kneel - slave will rest her weight on her forearms with her hands meeting and her face moving down to rest against her wrists.

Open – present – As noted – Present is used in many ways. Open is or can be used to mean open physically, mentally or both – Open most often refers to genitals.

Worship -
This command directs a slave into a position of worshipping a specific body part of the dominant.

Whip - This may be a standing or kneeling position. If standing the slave should be against a solid surface (hand bracing) exposing the back and buttocks for whipping.  If kneeling, the slave should present back and buttocks in the air while adequately protecting the hands, and neck by keeping those areas down or under the body.

Present (position) - may include ritualized offerings of a collar, or may blend with other commands such as ‘bring’ so that the slave ‘displays’ the object she has retrieved in a present position once returning to the presence of the dominant.

Exit or Leave Presence - Older traditions were for a slave never to turn her back on her dominant while moving ‘in presence.’ The turning of her back is considered an action of disrespect.

Fonte: http://bestslavetraining.com/slavepositions.htm





Registro de Escrava

25 06 2008

Segue outro site com ferramentas interessantes. Slave Register e um site onde a própria escrava ou submissa registra, cria um perfil oferecendo dados pessoais e medidas, e depois é dado um número de registro de escrava único de 9 dígitos. Vale a pena conferir! ;)

http://www.slaveregister.com/





“A Humilhação na Cena BDSM” por #dumuz#_RF

5 06 2008

Segue um texto muito interessante que minha escrava, {Cypher}, achou sobre humilhação. Peço licença para publicar o texto na íntegra no site, com os devidos créditos ao seu criador, #dumuz#_RF, e a femdombrasil.com.br. Eu altamente recomendo este site, vale a pena acessarem.

A Humilhação na Cena BDSM
#dumuz#_RF

Dominação Psicológica

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Quando se fala em sadomasoquismo a primeira idéia que se tem em mente são correntes, algemas, chicotes e botas. O imaginário físico do sadomasoquismo está repleto de símbolos e fetiches, de modo que, nesses tempos de sadomasoquismo de boutique, basta um corpete negro de couro, uma meia arrastão e um bom par de botas para muita Maria Baunilha se sentir a verdadeira Vênus das Peles.

Entretanto, muitos praticantes do bdsm preferem o que denominam sadomasoquismo psicológico, isto é, formas de dominação e submissão que prescindem de violência explícita.

A civilização é resultado da tentativa do ser humano de se afastar da selvageria explícita dos animais, a necessidade intensa de ser essencialmente diferente de outros bichos. A dominação psicológica seria aquele estágio de perversão do próprio objetivo da civilização: apesar de todo nosso protocolo civilizado, ainda somos selvagens e cruéis, como qualquer besta perdida em algum mato por aí.

Usar o refinamento das artimanhas civilizadas para exercer um poder selvagem ou ser objeto dele é um dos inúmeros atos de rebeldia presentes no sadomasoquismo, revestido da capa de conservadorismo dos valores tradicionais, do bem, da família e da tradição.

É claro que, quando alguém se ajoelha nu diante de quem o domina e se submete a uma sessão de chicotadas, também está sendo humilhado, mas, neste texto, para deleite dos que preferem apenas a dominação psicológica, como limite ou como desafio, falaremos da humilhação como instrumento de sadomasoquismo por si mesma, separada da violência explícita.

A Palavra

O ser humano é um ser que fala, a persona loquens, o ser falante. Pela palavra, começa toda a possibilidade de civilização.

“- Eu te mato!” – grita o motorista no trânsito para o colega(?) que acaba de lhe dar uma bela fechada. O grito, em si, tem o potencial de descarregar a ira que, em outros tempos, o levaria a tomar um tacape e realmente desferir um golpe mortal na cabeça do distraído condutor.

Claro que a expressão verbal pode ser melhorada para “Olha por onde anda, filho da puta!”, pois reservamos termos que chamamos gentilmente “de baixo calão” para poder usá-los quando já estamos no limiar da violência animal.

O famoso texto que circula pela internet “O direito ao foda-se” analisa profundamente as implicações e necessidades atendidas por esse vocabulário tão especial que carinhosamente chamamos de “palavrão”.

Para muitos, o começo do masoquismo está na humilhação verbal, na capacidade de suportar ser ofendido pelos palavrões sem reagir. Como nos primeiros minutos em que se conhecem um dominador e uma submissa e ele gentilmente lhe pergunta:

- E desde quando você se tornou uma puta?

Tal como se perguntasse o que comeu no almoço de ontem.

De igual modo, quando numa situação social absolutamente baunilha, uma dominadora dispara em direção ao seu submisso:

- Ora, Alberto, pare de falar asneira, se não fosse minha boa vontade você broxaria sempre…

A capacidade de ouvir e ficar quieto, sem se defender, sem retrucar, é um bom começo. Mas não é tudo.

Nossa cultura judaico-cristã, incrivelmente, cultivou o que um dia Nietzsche chamou de moral do servo. Alguns vêem aí a raiz do masoquismo, como um fenômeno da cultura ocidental. Por outro lado, a moral do servo, que exalta tudo o que é feio, pobre, sujo, indigno e inumano, negando a beleza, o poder, a inteligência, a vontade de ser humanos, acabou por estabelecer um modelo de humildade como virtude, que, digamos assim, atrapalha bastante a dinâmica moral do sadomasoquismo.

O Masoquista Como Vítima

domme2Esse dado foi exposto cruamente por Sade, por meio de Justine. Justine é, em tudo, uma pessoa virtuosa, entretanto, não cessa de ser castigada e novamente castigada, ao longo de todo o desenrolar da trama sádica (ah, que prazer usar o termo em seu sentido apropriado).

O fato é que, quando o submisso ou submissa se detém no aspecto de suportar as ofensas e vexames impostos por quem domina, ainda o faz por uma espécie de orgulho interior, de resto de força moral que ainda lhe sustenta o ego. O pensamento subreptício é mais ou menos assim:

- “Ela me espanca porque é má. Mas eu ainda sou bom, porque eu sou capaz de suportar tudo o que ela me faz e ainda a amar.”

Sim, para surpresa de muitos, a vítima se sente injustiçada, ou seja, há um prazer no masoquista de estar apanhando injustamente e isso tem o caráter redentor para o seu íntimo. Nesse momento da dinâmica masoquista, a pessoa ainda não se deu conta de quem, sente o impulso masoquista e o sublima – embora entre concretamente no ato masoquista – por meio de uma moral do servo: o servo humilde é bom, o Senhor cruel é mal.

“- Eu sou bom, porque eu não machuco ninguém e eu estou justificado moralmente, porque eu sou objeto da injustiça de minha Senhora/meu Senhor.”

Essa verdadeira armadilha é tão ardilosa que, muitas vezes, um relacionamento sadomasoquista acaba sob a acusação de que a Dominadora/Dominador se excedeu para além dos limites, e o/a masoquista procura seus amigos para lhes dizer:

“- Vejam o que ela/ele me fez. Vejam como ela/ele é má/mau.”

Sim! O relacionamento termina numa acusação moral: o sádico é mau. E num outro juízo moral: eu, que fui bom/boa, fui injustiçada. A injustiça que sofri prova que sou bom/boa.

Essa é ainda a lógica da moral do servo. A injustiça sofrida, justifica a bondade do/da masoquista.

É um erro comum na civilização cristã: Jesus era bom e Jesus sofreu, logo, todos os que sofrem são bons. Essa indução nos leva a crer que o sofrimento pode ser causa de justiça ou bondade e há quem se torne masoquista para se sentir bom de novo, após ser devidamente punido. É o caráter redentor do masoquismo.

Nada há de errado nesse sentimento, pois cada um busca o masoquismo para o prazer na forma que se lhe apresenta. Muitos masoquistas, se se observarem atentamente, notarão que após uma cena bem vivida, há uma sensação de limpeza ou mesmo purificação:

“- Ah! Eu precisava disto!”

O erro não está no sentimento, mas no julgamento implícito que faz o masoquista ser bom e o sádico ser mau.

Entretanto, essa acusação e esse julgamento já estavam implícitos na atitude com que o masoquista entrou na cena de humilhação, porque quem se dispõe a suportar as ofensas e vexames que lhe são impostos já estabeleceu um juízo moral sobre essas ofensas e vexames.

A dominação psicológica se estabelece não quando o/a masoquista se dispõe a suportar o que lhe é imposto, mas se submete a viver essas ofensas e vexames. Não se trata mais de uma concessão, mas de uma necessidade.

A Necessidade de ser Masoquista

De que necessita mesmo o masoquista: da dor ou da humilhação?

Dor e humilhação são meios para atingir um fim, que é o prazer masoquista.

Quando o masoquista detém a escalada da humilhação para, por meio dela, julgar-se bom e condenar o sádico, fazendo-se de vítima, não ocorre o prazer, mas a negação de que o prazer venha do masoquismo. Um raciocínio mais ou menos assim:

“- Agora me sinto bem, pois eu pensei que era mau, mas Fulana/Fulano é que é mau, porque ela/ele é cruel, pois foi cruel comigo, eu não sou cruel, fui objeto da crueldade, da injustiça, logo sou uma pessoa boa.”

Como num coito interrompido, a defesa moral se ergue e cria uma capa de satisfação que pode, inclusive, afastar o masoquista por um bom tempo da prática: “- Eu não! Os sádicos são pessoas doentes, más, cruéis…vou ficar longe disso.”

Passa-se o tempo, e esse masoquista começa a notar o que os masoquistas que não fazem ou que suspendem o juízo moral percebem cotidianamente: há uma pulsão sexual pela humilhação e pela dor, ao menos, a dor psicológica.

Os velhos manuais de virtudes ensinavam que a humildade é nada mais que a verdade a respeito de si mesmo. Não ser mais do que se é – o orgulho – e não ser menos do que se é – a modéstia.

Qual a verdade de um masoquista?

Poderíamos começar dizendo de sua impotência diante da vida: o masoquista não pode ser outra coisa. A despeito de tudo o que tentam dizer os psicólogos existencialistas e os manuais de auto-ajuda, de que a pessoa pode superar tudo, o masoquista sabe que é alguém que precisa da dor física e/ou dor psicológica para sentir prazer.

Isso não é uma condenação, isso é o seu modo de ser…

Façamos uma breve analogia…

Imaginem que vivêssemos num pomar onde só existissem laranjeiras e, então, supreendentemente, nascesse uma mangueira. Por mais que a mangueira se esforçasse em produzir laranjas, ela sempre seria anormal, pois tudo o que ela faz é produzir mangas.

Não creio numa base natural para o sadomasoquismo, pois sua raiz natural é a animalidade sexualmente agressiva do ser humano, que todos têm. As formas de expressão sadomasoquista dependem do cenário cultural, mas o desejo e impulso sadomasoquista acontecem de forma diferenciada nas pessoas, pois alguns explicitam sua animalidade sexual agressiva e outros simplesmente a recalcam, ou desviam para outras atividades.

O importante, em nossa discussão, é que ser sádico ou ser masoquista não são condições de avaliação moral, são modos de ser, de expressar a própria sexualidade.

O treinamento psicológico imposto por um Dominador a uma submissa deve acontecer numa relação em que ao gritar-lhe:“- Puta!” – diferentemente de uma mulher baunilha que se excita pelo “palavrão” inesperado, diferentemente da submissa moral que suporta heroicamente a ofensa, a masoquista baixe os olhos e medite sobre a verdade de ser uma puta, talvez mais reles que uma puta, pois a puta, como profissional, sabe o que faz e cobra pelo que faz e ela é apenas uma amadora que tudo faz de graça, talvez até devesse pagar por alguém se importar de lhe dizer a verdade…aos poucos seu sentimento se debruça com a constatação de que nem puta é, que é um grande nada, silencioso e doloroso vazio que espera, ansiosamente, ser definido pelas palavras do Senhor…

Tal é o poder das palavras: elas criam a realidade.

O Poder de Dizer as Coisas.

katUm passo fundamental para a dominação psicológica é cassar a palavra do submisso. Pode-se começar pela mordaça, mas para quem gosta de jogos psicológicos intensos, sem nada de físico, o desafio se torna muito interessante.

Tudo o que nos ensinaram foi falar. Temos uma cultura que valoriza apenas as pessoas que têm algo a dizer, ou seja, os formadores de opinião.

Uma sugestão importante para Dominadoras e Dominadores é essa: talvez o submisso tenha algo a falar, talvez até a Dominadora quisesse ouvir, mas o submisso não terá o direito à palavra.

Cassar a palavra talvez seja o equivalente a prender um submisso por uma semana em um canil com mais três ou quatro cães e tratá-lo apenas como mais um. Tudo o que um ser humano é, é uma persona loquens, um ser falante. Obrigado a apenas ouvir e cumprir o que lhe ordenam, o ser humano enlouquece gradualmente.

Saber pedir permissão para falar. Por meio de um gesto ou sinal, de modo que o submisso saiba que a palavra deve ser usada com o devido respeito, pois ela não é mais um direito seu, ele usa o poder de palavra de sua Senhora.

Pois o poder criador das palavras só pode ser usado por quem Domina… quem experimentar a simples regra de pedir permissão para falar verá como é difícil manter a atenção e, mesmo, a relação. Porém, no médio e longo prazo, a dominação psicológica se aprofunda, pois pensamos por meio de palavras, e repentinamente, o submisso perceberá uma espécie de impulso de pedir permissão para pensar.

E que realidades os Dominadores devem criar?

Vejo um uso muito conservador da palavra nas cenas bdsm. O mais freqüente é a palavra de segurança, aquela que se diz para a cena parar.

Proponho o inverso, proponho o uso da palavra devastadora, a criação de uma palavra que, uma vez pronunciada por quem Domina, desencadeie todo o processo de submissão no masoquista, independente de onde ele esteja.

Como exemplo, sabemos que o ser humano é particularmente sensível a críticas ao seu corpo. Criar vergonha sobre alguma parte do corpo é uma das estratégias mais simples de continuamente humilhar alguém. Além disso, a vergonha sobre o corpo pode levar a compulsões e obsessões infindas. Assim, numa conversa casual, a Dominadora pode mencionar: “ Sabe, notei que teu saco cheira a meia suja”. Da primeira vez, não dizer mais nada, apenas despertar a atenção e curiosidade do submisso sobre o tema. De tempos em tempos, reforçar o comentário. Se ele retrucar, proibir que retruque, pois é verdade. Consolidada a crença, estabelecer a palavra:, “ – De agora em diante, quando eu lhe disser meia suja, você vai parar o que estiver fazendo, sair e lavar esse saco nojento.”

A princípio, desencadear a ordem dentro das cenas, mas então, um dia, enviar o seguinte torpedo ao celular dele: “MEIA SUJA”. Dependendo do potencial obsessivo-compulsivo do submisso, a reação poderá ir de um ligeiro mal-estar a uma desabalada carreira ao banheiro…de qualquer forma, a palavra cria uma nova reação…

O poder de não dizer as coisas.

Os dominadores podem trilhar o caminho fácil do uso da palavra, mas há outra possibilidade que pode ser bem mais cruel: obrigar o submisso a falar continuamente.

Fato é que falamos antes de tudo para ocultar-nos. Como diz o antigo provérbio: “Como vai é saudação, não é para falar da má digestão.”

Quanto mais a pessoa é obrigada a falar, mais ela tem que se expor. Quanto mais exposta, mais vulnerável e daí se amplia a dominação.

cageNo fundo, todo ser humano é ridículo, pois o que temos de não-ridículo é exatamente a capacidade de ocultar nosso ridículo. E, nesse particular, a violência física não ajuda. Sob violência física o submisso admite qualquer coisa. Depois da centésima chicotada qualquer um admite que é Bin Laden , por exemplo (menos o próprio, é claro).

Dois sofás confortáveis, uma câmera de vídeo, a luz sobre o submisso e a ordem:

“-Fale-me de você.”

Pequenos cortes, dirigindo para aquilo que se quer esconder, perguntas constragedoras, confissões e, principalmente, a posse da fita. Uma fita com uma pessoa nua, sendo estuprada por um avestruz vale bem menos que a calma cena de uma conversa na sala, onde o submisso foi obrigado a confessar que se masturbava com a prova de Geometria nas mãos para se lembrar dos gritos da professora: “- Burro! Burro! Burro!”. São coisas que o hoje bem sucedido CIO de multinacional não gostaria de ver expostas…

Um dos casos mais extremos dessa técnica aconteceu, justamente, na literatura brasileira, naquele que é um dos maiores cornos de toda a história, o Bentinho, ou, se preferem, o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Permitam-me, por um momento, tal digressão literária…

Devidamente humilhado por sua esterilidade e pela piedosa traição de Capitu, que ao conceber um filho de Escobar consegue ocultar da sociedade a esterilidade do marido (sei que os exegetas de Machado vão me xingar por essa hermenêutica, mas se Capitu engravidou apenas uma vez é porque, da parte dela, a traição tinha objetivos claros), Bentinho, em vez de calar-se, o que seria uma atitude de respeito para consigo mesmo, seu filho e sua esposa, além dos amigos (lembrem-se do capítulo de desculpas a Dona Sancha, mulher de Escobar), põe-se, não só a falar, mas a escrever.

O resultado, para quem leu, é evidente.O domínio de Capitu sobre Bentinho se escancara a cada página e, por mais que Bentinho testemunhe contra ela, a acuse e queira nos convencer que ela era apenas a traiçoeira portadora de “olhos de cigana dissimulada”, tudo o que ele consegue é nos convencer do quão ridículo ele é, em seu rancor, em sua ira de corno manso e literato.

Sem mover uma palha em sua própria defesa ao longo de todo o romance, já que Bentinho é o todo-poderoso autor, Capitu domina a cena, Bentinho e a nós leitores. A posse da palavra foi completamente inútil a Bentinho e é isso que uma plena dominação psicológica busca: eu lhe dou a vantagem de falar, mas nem assim você cria ou domina alguma coisa. Tudo o que você pode criar é uma imagem ridícula de si mesmo. No caso de Bentinho, a confissão de que é corno e estéril. Como sentenciaria outro personagem do romance: “Corníssimo!”

Em Síntese

O submisso deve ser levado ao ponto de ser capaz de dizer como verdade as descrições de si mesmo que darão prazer a quem o domina.

A quem domina cabe chegar ao ponto de, com sua presença, já humilhar o masoquista. Transformar seu próprio corpo, sua própria imagem em signo dessa humilhação.

Como? A dominadora, o dominador, transformados em objetos?

Sim, pois tal é o estado de dependência da dor e da humilhação do masoquista, em seu modo de ser, que desconhece qualquer noção de sujeito: tudo é para ele um objeto, até o si mesmo. Então, que seja a dominadora, o dominador, o objeto que denuncia e provoca esse estado de humilhação no submisso.

O domínio sobre a expressão do submisso sobre seu estado deve ser a fonte de prazer do sádico, pois a única coisa que o masoquista expressa é, essencialmente, dor, seja ela psicológica ou física.

Por essa limitação extrema das condições de expressão do masoquista é que o sádico se sente mais à vontade quando pode romper o tabu monogâmico, precisando de vários tipos de submissões para se satisfazer.

Mas isso já é tema para outro artigo… :)





Breathplay (Parte I)

17 05 2008

A pedidos de muitos curiosos, vou explicar mais a fundo sobre o Breathplay. Lembro-lhes novamente que qualquer tentativa de praticar Breathplay ou seguir alguma coisa do que está relatado aqui é de inteira responsabilidade sua.

Breathplay, Breath Control, Asfixia Erótica ou Asfixiofilia é a prática que consiste em limitar a quantidade de oxigênio em seu cérebro, resultando em prazer. Esta prática é quase que exclusiva para os que possuem esta parafilia. Breathplay é também uma das atividades mais perigosas no BDSM e requer confiança, responsabilidade e prática. O perigo é obvio: você pode ficar inconsciente durante o breathplay com o seu ar ainda restringido. O ideal seria praticar breathplay com um dom que saiba CPR e primeiros socorros, pra minimizar o risco. Breathplay faz parte da categoria de edge play, ou seja, brincadeiras de risco, de limites. NUNCA PRATIQUE BREATHPLAY SOZINHO! SOMENTE PRATIQUE JUNTO COM PESSOAS EXPERIENTES!

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, Snuff e Breathplay não estão relacionados. Há uma grande diferença entre os dois. Snuff é a fantasia ou ação que envolve matar ou ser morto, e isso definitivamente vai contra os princípios do BDSM. Breathplay é a fantasia de restrição de oxigênio, que não resulta em morte.

Há pessoas que dividem o Brathplay em dois tipos. O tradicional e o Novo modelo. O tradicional envolve restringir o oxigênio pura e simplesmente. O novo modelo consiste principalmente em criar um clima, um roleplay, uma condição psicológica sem precisar utilizar os métodos tradicionais. Em outras palavras (segundo meu entendimento) é simular, fazer um teatrinho.

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Praticar breathplay requer muita confiança no parceiro, e muita segurança. Nunca se deve praticar sozinho. De fato é dificil achar um parceiro para depositar a sua confiança, já que a sua vida estará em suas mãos. Você sendo Top, se algo ocorrer com seu parceiro durante o breathplay, e ele morrer, você será acusado de homicídio qualificado, até que seja provado que foi acidente, segundo amigo meu, estudante de direito.

Mas antes vamos expor os fatos fisiológicos. O nosso corpo precisa de oxigênio para fabricar energia a nossas células e se livrar do dióxido de carbono do nosso corpo. O ar fresco entra no nosso corpo pelos pulmões, se dissolvem na corrente sanguínea e retira o CO2 do nosso corpo. Obstruindo este processo faz com que rapidamente o sangue fique ácido, e faz com que o corpo entre em alerta, o que pode causar problemas. Quando o coração fica com pouco oxigênio, há chance de que as células se contraiam de forma errada, podendo causar ataque cardíaco. Obviamente a condição varia, e muito, de pessoas para pessoas. Um nadador tem muito mais condição de lidar melhor com isso do que uma pessoa obesa com asma.

Outro sintoma que pode causar nessa prática é o desmaio, que ocorre quando o cérebro recebe pouco oxigênio, com o desmaio o corpo geralmente fica na horizontal, que facilita o bombeamento de sangue para o cérebro. Os avisos que que se está pra desmaiar são: Ouvidos zunindo, e visão escura, que ocorre segundos antes de desmaiar. O um grande risco de desmaio é bater a cabeça ao cair. O desmaio é facilmente resolvido com a restauração dos níveis normais de oxigênio. Dados médicos dizem que o cérebro fique até três minutos sem nenhum oxigênio sem sofrer danos. Porém, outros médicos defendem que há um dano cumulativo após muito tempo de prática. A falta de oxigênio (seja por breathplay, altas altitudes ou apinéia) destrói os neurônios, que são as únicas celulas não-regenerativas. A destruição dos neurônios não ocorrem só por falta de ar, mas também pelo álcool, drogas, etc… Apesar de que o cérebro pode se adaptar com os poucos neurônios até um certo limite.

Há uma lenda que diz que um praticante homem de breathplay a segundos antes de morrer por enforcamento, ejacula. Dizendo então que a restrição de ar e o gozo estão relacionados, mas isso é falso! O que causa morte num enforcamento não é a falta de ar, e sim a quebra da coluna cervical, que lesa os nervos que causam a ejaculação. Apesar de que, a adrenalina e o comando do top dizendo que não conseguira ar até gozar (lembrando, isso é teatrinho), é extremamente eficaz.

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Mas daí você me diz: “Legal, vc já me botou medo no negócio. Agora, qual é a graça de tudo isso?” Bem, muitas pessoas tem prazer em ter seu ar restringido ou ser enclausurado por uma máscara ou capuz (esse sou eu ). Ele também traz a cena senso de vulnerabilidade. As combinações sensoriais são grandes, a descarga de adrenalina também dá um toque a mais.

Os Breathplayers podem sentir prazer por diversos aspectos. Pelo senso de dominação, pelo fato de usar certos equipamentos, por estar ou deixar a pessoa vulnerável, ou até mesmo pelo clima, o ‘teatrinho’ (”não vou te dar ar se não gozar antes”), etc… Varia muito de pessoa pra pessoa. No meu caso, eu chego ao climax rapidinho quando me restringem o ar. Na minha opinião a pessoa tem q realmente gostar (muito) disso.

Confira no próximo post a segunda parte explicativa do Breathplay. E lembrem-se, SSC e SafeWord sempre!





Etiqueta BDSM

14 05 2008

etiq1Segue aqui um conjunto de etiquetas pesquisadas ao longo do tempo por meio da internet e relatos de praticantes. As etiquetas mencionadas servem como uma base geral, já que os costumes e conceitos de etiqueta podem variar muito de acordo com a casa, pessoa e a região.

Algumas regras de etiqueta aqui podem parecer obvias, mas não custa nada relembrar.

  • Seja Educado. Respeite os outros.
    • Ser top não significa ser rude ou mal-educado. Trate dons, subs, sádicos e masoquistas, switchers e staff da mesma forma. Todos merecem respeito.
    • Peça permissão antes de entrar numa cena.
    • Nunca toque em alguém, em seu equipamento ou em seus pertences sem a devida autorização.
    • Não converse durante uma cena.
    • Não force uma situação.
    • Seja Pontual. Não se atrase.
    • Respeite os limites de espaço da cena. Limpe o local após terminado a cena.
    • Siga as Regras locais. Não fume em locais proibidos. Faça silêncio em locais designados.
    • Respeite as escolhas. Homofobia e racismo não serão tolerados.
    • Não dirija a palavra para a sub de outro, sem a autorização do dom.
    • Respeite objetos e locais “sagrados”.
    • Peça Desculpas pelos seus erros.
  • Seja Discreto.
    • Privacidade e discrição é fundamental. Informações de pessoas, festas, plays, munchs, são confidenciais.
    • Não leve câmeras no local sem a devida permissão.
    • Entre e saia da festa com roupas “civis”.
    • Dirija-se a pessoa pelo nickname.
    • O que foi feito na cena, fica na cena.
  • Seja Responsável.
    • Não consuma bebidas alcoólicas ou drogas.
    • Sempre defina uma SafeWord.
    • Não se baseie em hipóteses. O “Achômetro” é péssimo dentro do BDSM. Causa confusão, desrespeito e risco a segurança. Não diga “Eu farei tudo”. “Tudo” é algo muito vago, e o conceito de “tudo” varia, e muito de pessoa para pessoa.
    • Denuncie as atitudes não-BDSM.
    • Não assuma aquilo que não pode cumprir.
  • Na grande maioria dos ambientes, nas cenas é proibido o contato sexual.
    • Para isso servem as darkrooms ou salas privativas.
    • Não confunda uma cena com um programa.
  • Seja Honesto.
    • Seja honesto sobre seu nível de experiência.
    • Deixe claro o seu interesse e limite. Negocie a cena.

Caso haja algum equivoco ou má interpretação nos itens acima, por favor entre em contato comigo, pois assim como vocês, eu também estou aprendendo junto com vocês.

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Ficha de Escrava

11 01 2008

Neste artigo irei anexar um modelo de ficha que acredito que seja essencial para um mestre.

Esta ficha foi tirada de um site BDSM americano (já faz muito tempo que o tenho, não me lembro de onde), onde nela consta instruções (em inglês) para a escrava fornecer informações pessoais, medidas, dados médicos, psicológicos, experiências, e preferências BDSM.

Esta ficha deve ser preenchida junto ao mestre, e discutido todos os itens. E de certo vai ser muito útil para seguir de guia para o contrato e para evitar possíveis falhas de comunicação.





“Para ser Top, preciso ser Bottom antes?”

24 11 2007

…Foi o que me perguntaram estes dias.

Não, necessariamente. A menos que você seja switcher (goste de ser top e bottom), você não precisa ser Bottom (Submisso, Masoquista) para então ser Top (Dominador, Sádico). Afinal, por que passar a ser algo que você não gosta?

Claro, como um iniciante no BDSM, você provavelmente não vai chegar dominando como uma pessoa com anos de experiência. Talvez o seu submisso possa até ter mais experiência que você e passe a dar uns toques, mas de forma alguma isso é degradante ou sinal de submissão. Aprender nunca é sinal de submissão. ;)

Como disse em artigos anteriores, muitos curiosos, que querem experimentar o BDSM, acabam entrando no meio como Switcher, para experimentar os dois lados e depois escolher um (ou ficar como switcher mesmo). Isso é algo que eu vejo com bastante freqüência e talvez seja por isso que muita gente fique com esta dúvida. Mas lembre-se No BDSM você pode ser tudo, menos aquilo que você não gosta.
;)





Registro de Contrato de Escravidão.

25 10 2007

label200.pngPara aqueles que desejam registrar seu contrato, ou melhor, torna-lo de conhecimento público, uma boa opção é o site do Carcereiro. A publicação é gratuita e é feita de forma rápida.

O registro não possui valor legal, e nem possui alguma obrigatoriedade. Mas muitos preferem deixar a sua posse de conhecimento público.

Para os interessados, é necessário seguir as seguintes exigências do site:

  • Para registrar um contrato, basta enviar o texto (sem formatação e sem numeração) dentro de um e-mail para ocarcereiro@gmail.com, vindo do e-mail da pessoa submissa. O Dono(a) também deve enviar um e-mail autorizando a publicação.
  • Em caso de recisão ou denúncia de um Contrato, é de interesse dos que o subscrevem a remoção desta lista. Para tanto, peço que me informem.
  • Os Contratos serão escritos dentro de um formato padrão e numeração pré-definidos, usando-se o fonte Linda Cursive Normal (anteriormente era Lucida Calligraphy) e, alternativamente, Times New Roman. Para ter o melhor efeito na visualização ou impressão dos Contratos.

Para aqueles que procuram um modelo de contrato, favor visitar o artigo “Modelo de Contrato de Escravidão Consentida“.






Bebidas e Drogas nas Cenas

11 10 2007

No DrugsUm aspecto muito importante a ser tratado nas seções são o consumo de bebidas alcoólicas e/ou drogas.

O consumo dessas drogas ferem os princípios do SSC (São, Seguro e Consensual) por trazer risco tanto para o Top quanto ao Bottom. Não é possível fazer uma seção onde qualquer um deles não consiga raciocinar direito ou ter reação normal.

Apesar de ser obvio, muitas vezes pode passar desapercebido. Em um motel, é comum você pedir um Vinho ou outra bebida para consumirem juntos para relaxar, e esse consumo já fere o SSC. Drogas eu nem vou entrar no assunto, sabendo-se que é um produto ilegal, traz sérios riscos a saúde, e vai tudo contra o SSC. No BDSM não há espaço para drogas.

Para aqueles que ainda acham exagero da minha parte, deixe-me dar um exemplo:

Para os adeptos ao Breathplay em que a sub consumiu vinho e ficou ‘alegre’, e ficou um pouco mais além. O Dom, que também está um pouco alterado, vai praticar breathplay nela, seja um capuz, ou uma mascara. Ela está zonza e a fala já está meia enrolada. Ela tenta dizer a safeword, mas fala baixo e o dom acha que ela está gemendo. Ela começa a se debater mas não com tanta força por causa da bebida, e o dom acha que ela está apenas curtindo a cena. Até que ela desmaia e o dom não consegue ver seu rosto com clareza pois está semi-coberto. O dom demora um pouco para descobrir. Quando descobre ele desamarra ela com um pouco de dificuldade e chama socorro, mas já se passaram dois minutos sem o cérebro dela receber oxigênio e ela fica com seqüelas irreversíveis, e mesmo assim morre.

Com a segurança não se vacila. Se mesmo assim você acha que eu estou exagerando, fantasiando, então você não pode se considerar um praticante BDSM, e sim mais desses Baunilhas irresponsáveis que fazem besteira e saem no Tele-Jornal sujando a imagem do BDSM.

Não vamos dar sorte para o azar! SSC sempre!