Não era bem isso…
20/03/2012 Deixe um comentário
Desmascarando o BDSM
28/04/2010 Deixe um comentário
Aviso Importante: Qualquer coelho pego fumando será sodomizado por um Uso Sadomasoquista.
Nota: Pelo que entendi esta placa avisa os visitantes terem cuidado com o fogo na floresta, mas mesmo assim não explica muito a figura…
05/06/2008 1 Comentário
Segue um texto muito interessante que minha escrava, {Cypher}, achou sobre humilhação. Peço licença para publicar o texto na íntegra no site, com os devidos créditos ao seu criador, #dumuz#_RF, e a femdombrasil.com.br. Eu altamente recomendo este site, vale a pena acessarem.
“A Humilhação na Cena BDSM
#dumuz#_RF
Dominação Psicológica
Quando se fala em sadomasoquismo a primeira idéia que se tem em mente são correntes, algemas, chicotes e botas. O imaginário físico do sadomasoquismo está repleto de símbolos e fetiches, de modo que, nesses tempos de sadomasoquismo de boutique, basta um corpete negro de couro, uma meia arrastão e um bom par de botas para muita Maria Baunilha se sentir a verdadeira Vênus das Peles.
Entretanto, muitos praticantes do bdsm preferem o que denominam sadomasoquismo psicológico, isto é, formas de dominação e submissão que prescindem de violência explícita.
A civilização é resultado da tentativa do ser humano de se afastar da selvageria explícita dos animais, a necessidade intensa de ser essencialmente diferente de outros bichos. A dominação psicológica seria aquele estágio de perversão do próprio objetivo da civilização: apesar de todo nosso protocolo civilizado, ainda somos selvagens e cruéis, como qualquer besta perdida em algum mato por aí.
Usar o refinamento das artimanhas civilizadas para exercer um poder selvagem ou ser objeto dele é um dos inúmeros atos de rebeldia presentes no sadomasoquismo, revestido da capa de conservadorismo dos valores tradicionais, do bem, da família e da tradição.
É claro que, quando alguém se ajoelha nu diante de quem o domina e se submete a uma sessão de chicotadas, também está sendo humilhado, mas, neste texto, para deleite dos que preferem apenas a dominação psicológica, como limite ou como desafio, falaremos da humilhação como instrumento de sadomasoquismo por si mesma, separada da violência explícita.
A Palavra
O ser humano é um ser que fala, a persona loquens, o ser falante. Pela palavra, começa toda a possibilidade de civilização.
“- Eu te mato!” – grita o motorista no trânsito para o colega(?) que acaba de lhe dar uma bela fechada. O grito, em si, tem o potencial de descarregar a ira que, em outros tempos, o levaria a tomar um tacape e realmente desferir um golpe mortal na cabeça do distraído condutor.
Claro que a expressão verbal pode ser melhorada para “Olha por onde anda, filho da puta!”, pois reservamos termos que chamamos gentilmente “de baixo calão” para poder usá-los quando já estamos no limiar da violência animal.
O famoso texto que circula pela internet “O direito ao foda-se” analisa profundamente as implicações e necessidades atendidas por esse vocabulário tão especial que carinhosamente chamamos de “palavrão”.
Para muitos, o começo do masoquismo está na humilhação verbal, na capacidade de suportar ser ofendido pelos palavrões sem reagir. Como nos primeiros minutos em que se conhecem um dominador e uma submissa e ele gentilmente lhe pergunta:
- E desde quando você se tornou uma puta?
Tal como se perguntasse o que comeu no almoço de ontem.
De igual modo, quando numa situação social absolutamente baunilha, uma dominadora dispara em direção ao seu submisso:
- Ora, Alberto, pare de falar asneira, se não fosse minha boa vontade você broxaria sempre…
A capacidade de ouvir e ficar quieto, sem se defender, sem retrucar, é um bom começo. Mas não é tudo.
Nossa cultura judaico-cristã, incrivelmente, cultivou o que um dia Nietzsche chamou de moral do servo. Alguns vêem aí a raiz do masoquismo, como um fenômeno da cultura ocidental. Por outro lado, a moral do servo, que exalta tudo o que é feio, pobre, sujo, indigno e inumano, negando a beleza, o poder, a inteligência, a vontade de ser humanos, acabou por estabelecer um modelo de humildade como virtude, que, digamos assim, atrapalha bastante a dinâmica moral do sadomasoquismo.
O Masoquista Como Vítima
Esse dado foi exposto cruamente por Sade, por meio de Justine. Justine é, em tudo, uma pessoa virtuosa, entretanto, não cessa de ser castigada e novamente castigada, ao longo de todo o desenrolar da trama sádica (ah, que prazer usar o termo em seu sentido apropriado).
O fato é que, quando o submisso ou submissa se detém no aspecto de suportar as ofensas e vexames impostos por quem domina, ainda o faz por uma espécie de orgulho interior, de resto de força moral que ainda lhe sustenta o ego. O pensamento subreptício é mais ou menos assim:
- “Ela me espanca porque é má. Mas eu ainda sou bom, porque eu sou capaz de suportar tudo o que ela me faz e ainda a amar.”
Sim, para surpresa de muitos, a vítima se sente injustiçada, ou seja, há um prazer no masoquista de estar apanhando injustamente e isso tem o caráter redentor para o seu íntimo. Nesse momento da dinâmica masoquista, a pessoa ainda não se deu conta de quem, sente o impulso masoquista e o sublima – embora entre concretamente no ato masoquista – por meio de uma moral do servo: o servo humilde é bom, o Senhor cruel é mal.
“- Eu sou bom, porque eu não machuco ninguém e eu estou justificado moralmente, porque eu sou objeto da injustiça de minha Senhora/meu Senhor.”
Essa verdadeira armadilha é tão ardilosa que, muitas vezes, um relacionamento sadomasoquista acaba sob a acusação de que a Dominadora/Dominador se excedeu para além dos limites, e o/a masoquista procura seus amigos para lhes dizer:
“- Vejam o que ela/ele me fez. Vejam como ela/ele é má/mau.”
Sim! O relacionamento termina numa acusação moral: o sádico é mau. E num outro juízo moral: eu, que fui bom/boa, fui injustiçada. A injustiça que sofri prova que sou bom/boa.
Essa é ainda a lógica da moral do servo. A injustiça sofrida, justifica a bondade do/da masoquista.
É um erro comum na civilização cristã: Jesus era bom e Jesus sofreu, logo, todos os que sofrem são bons. Essa indução nos leva a crer que o sofrimento pode ser causa de justiça ou bondade e há quem se torne masoquista para se sentir bom de novo, após ser devidamente punido. É o caráter redentor do masoquismo.
Nada há de errado nesse sentimento, pois cada um busca o masoquismo para o prazer na forma que se lhe apresenta. Muitos masoquistas, se se observarem atentamente, notarão que após uma cena bem vivida, há uma sensação de limpeza ou mesmo purificação:
“- Ah! Eu precisava disto!”
O erro não está no sentimento, mas no julgamento implícito que faz o masoquista ser bom e o sádico ser mau.
Entretanto, essa acusação e esse julgamento já estavam implícitos na atitude com que o masoquista entrou na cena de humilhação, porque quem se dispõe a suportar as ofensas e vexames que lhe são impostos já estabeleceu um juízo moral sobre essas ofensas e vexames.
A dominação psicológica se estabelece não quando o/a masoquista se dispõe a suportar o que lhe é imposto, mas se submete a viver essas ofensas e vexames. Não se trata mais de uma concessão, mas de uma necessidade.
A Necessidade de ser Masoquista
De que necessita mesmo o masoquista: da dor ou da humilhação?
Dor e humilhação são meios para atingir um fim, que é o prazer masoquista.
Quando o masoquista detém a escalada da humilhação para, por meio dela, julgar-se bom e condenar o sádico, fazendo-se de vítima, não ocorre o prazer, mas a negação de que o prazer venha do masoquismo. Um raciocínio mais ou menos assim:
“- Agora me sinto bem, pois eu pensei que era mau, mas Fulana/Fulano é que é mau, porque ela/ele é cruel, pois foi cruel comigo, eu não sou cruel, fui objeto da crueldade, da injustiça, logo sou uma pessoa boa.”
Como num coito interrompido, a defesa moral se ergue e cria uma capa de satisfação que pode, inclusive, afastar o masoquista por um bom tempo da prática: “- Eu não! Os sádicos são pessoas doentes, más, cruéis…vou ficar longe disso.”
Passa-se o tempo, e esse masoquista começa a notar o que os masoquistas que não fazem ou que suspendem o juízo moral percebem cotidianamente: há uma pulsão sexual pela humilhação e pela dor, ao menos, a dor psicológica.
Os velhos manuais de virtudes ensinavam que a humildade é nada mais que a verdade a respeito de si mesmo. Não ser mais do que se é – o orgulho – e não ser menos do que se é – a modéstia.
Qual a verdade de um masoquista?
Poderíamos começar dizendo de sua impotência diante da vida: o masoquista não pode ser outra coisa. A despeito de tudo o que tentam dizer os psicólogos existencialistas e os manuais de auto-ajuda, de que a pessoa pode superar tudo, o masoquista sabe que é alguém que precisa da dor física e/ou dor psicológica para sentir prazer.
Isso não é uma condenação, isso é o seu modo de ser…
Façamos uma breve analogia…
Imaginem que vivêssemos num pomar onde só existissem laranjeiras e, então, supreendentemente, nascesse uma mangueira. Por mais que a mangueira se esforçasse em produzir laranjas, ela sempre seria anormal, pois tudo o que ela faz é produzir mangas.
Não creio numa base natural para o sadomasoquismo, pois sua raiz natural é a animalidade sexualmente agressiva do ser humano, que todos têm. As formas de expressão sadomasoquista dependem do cenário cultural, mas o desejo e impulso sadomasoquista acontecem de forma diferenciada nas pessoas, pois alguns explicitam sua animalidade sexual agressiva e outros simplesmente a recalcam, ou desviam para outras atividades.
O importante, em nossa discussão, é que ser sádico ou ser masoquista não são condições de avaliação moral, são modos de ser, de expressar a própria sexualidade.
O treinamento psicológico imposto por um Dominador a uma submissa deve acontecer numa relação em que ao gritar-lhe:“- Puta!” – diferentemente de uma mulher baunilha que se excita pelo “palavrão” inesperado, diferentemente da submissa moral que suporta heroicamente a ofensa, a masoquista baixe os olhos e medite sobre a verdade de ser uma puta, talvez mais reles que uma puta, pois a puta, como profissional, sabe o que faz e cobra pelo que faz e ela é apenas uma amadora que tudo faz de graça, talvez até devesse pagar por alguém se importar de lhe dizer a verdade…aos poucos seu sentimento se debruça com a constatação de que nem puta é, que é um grande nada, silencioso e doloroso vazio que espera, ansiosamente, ser definido pelas palavras do Senhor…
Tal é o poder das palavras: elas criam a realidade.
O Poder de Dizer as Coisas.
Um passo fundamental para a dominação psicológica é cassar a palavra do submisso. Pode-se começar pela mordaça, mas para quem gosta de jogos psicológicos intensos, sem nada de físico, o desafio se torna muito interessante.
Tudo o que nos ensinaram foi falar. Temos uma cultura que valoriza apenas as pessoas que têm algo a dizer, ou seja, os formadores de opinião.
Uma sugestão importante para Dominadoras e Dominadores é essa: talvez o submisso tenha algo a falar, talvez até a Dominadora quisesse ouvir, mas o submisso não terá o direito à palavra.
Cassar a palavra talvez seja o equivalente a prender um submisso por uma semana em um canil com mais três ou quatro cães e tratá-lo apenas como mais um. Tudo o que um ser humano é, é uma persona loquens, um ser falante. Obrigado a apenas ouvir e cumprir o que lhe ordenam, o ser humano enlouquece gradualmente.
Saber pedir permissão para falar. Por meio de um gesto ou sinal, de modo que o submisso saiba que a palavra deve ser usada com o devido respeito, pois ela não é mais um direito seu, ele usa o poder de palavra de sua Senhora.
Pois o poder criador das palavras só pode ser usado por quem Domina… quem experimentar a simples regra de pedir permissão para falar verá como é difícil manter a atenção e, mesmo, a relação. Porém, no médio e longo prazo, a dominação psicológica se aprofunda, pois pensamos por meio de palavras, e repentinamente, o submisso perceberá uma espécie de impulso de pedir permissão para pensar.
E que realidades os Dominadores devem criar?
Vejo um uso muito conservador da palavra nas cenas bdsm. O mais freqüente é a palavra de segurança, aquela que se diz para a cena parar.
Proponho o inverso, proponho o uso da palavra devastadora, a criação de uma palavra que, uma vez pronunciada por quem Domina, desencadeie todo o processo de submissão no masoquista, independente de onde ele esteja.
Como exemplo, sabemos que o ser humano é particularmente sensível a críticas ao seu corpo. Criar vergonha sobre alguma parte do corpo é uma das estratégias mais simples de continuamente humilhar alguém. Além disso, a vergonha sobre o corpo pode levar a compulsões e obsessões infindas. Assim, numa conversa casual, a Dominadora pode mencionar: “ Sabe, notei que teu saco cheira a meia suja”. Da primeira vez, não dizer mais nada, apenas despertar a atenção e curiosidade do submisso sobre o tema. De tempos em tempos, reforçar o comentário. Se ele retrucar, proibir que retruque, pois é verdade. Consolidada a crença, estabelecer a palavra:, “ – De agora em diante, quando eu lhe disser meia suja, você vai parar o que estiver fazendo, sair e lavar esse saco nojento.”
A princípio, desencadear a ordem dentro das cenas, mas então, um dia, enviar o seguinte torpedo ao celular dele: “MEIA SUJA”. Dependendo do potencial obsessivo-compulsivo do submisso, a reação poderá ir de um ligeiro mal-estar a uma desabalada carreira ao banheiro…de qualquer forma, a palavra cria uma nova reação…
O poder de não dizer as coisas.
Os dominadores podem trilhar o caminho fácil do uso da palavra, mas há outra possibilidade que pode ser bem mais cruel: obrigar o submisso a falar continuamente.
Fato é que falamos antes de tudo para ocultar-nos. Como diz o antigo provérbio: “Como vai é saudação, não é para falar da má digestão.”
Quanto mais a pessoa é obrigada a falar, mais ela tem que se expor. Quanto mais exposta, mais vulnerável e daí se amplia a dominação.
No fundo, todo ser humano é ridículo, pois o que temos de não-ridículo é exatamente a capacidade de ocultar nosso ridículo. E, nesse particular, a violência física não ajuda. Sob violência física o submisso admite qualquer coisa. Depois da centésima chicotada qualquer um admite que é Bin Laden , por exemplo (menos o próprio, é claro).
Dois sofás confortáveis, uma câmera de vídeo, a luz sobre o submisso e a ordem:
“-Fale-me de você.”
Pequenos cortes, dirigindo para aquilo que se quer esconder, perguntas constragedoras, confissões e, principalmente, a posse da fita. Uma fita com uma pessoa nua, sendo estuprada por um avestruz vale bem menos que a calma cena de uma conversa na sala, onde o submisso foi obrigado a confessar que se masturbava com a prova de Geometria nas mãos para se lembrar dos gritos da professora: “- Burro! Burro! Burro!”. São coisas que o hoje bem sucedido CIO de multinacional não gostaria de ver expostas…
Um dos casos mais extremos dessa técnica aconteceu, justamente, na literatura brasileira, naquele que é um dos maiores cornos de toda a história, o Bentinho, ou, se preferem, o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Permitam-me, por um momento, tal digressão literária…
Devidamente humilhado por sua esterilidade e pela piedosa traição de Capitu, que ao conceber um filho de Escobar consegue ocultar da sociedade a esterilidade do marido (sei que os exegetas de Machado vão me xingar por essa hermenêutica, mas se Capitu engravidou apenas uma vez é porque, da parte dela, a traição tinha objetivos claros), Bentinho, em vez de calar-se, o que seria uma atitude de respeito para consigo mesmo, seu filho e sua esposa, além dos amigos (lembrem-se do capítulo de desculpas a Dona Sancha, mulher de Escobar), põe-se, não só a falar, mas a escrever.
O resultado, para quem leu, é evidente.O domínio de Capitu sobre Bentinho se escancara a cada página e, por mais que Bentinho testemunhe contra ela, a acuse e queira nos convencer que ela era apenas a traiçoeira portadora de “olhos de cigana dissimulada”, tudo o que ele consegue é nos convencer do quão ridículo ele é, em seu rancor, em sua ira de corno manso e literato.
Sem mover uma palha em sua própria defesa ao longo de todo o romance, já que Bentinho é o todo-poderoso autor, Capitu domina a cena, Bentinho e a nós leitores. A posse da palavra foi completamente inútil a Bentinho e é isso que uma plena dominação psicológica busca: eu lhe dou a vantagem de falar, mas nem assim você cria ou domina alguma coisa. Tudo o que você pode criar é uma imagem ridícula de si mesmo. No caso de Bentinho, a confissão de que é corno e estéril. Como sentenciaria outro personagem do romance: “Corníssimo!”
Em Síntese
O submisso deve ser levado ao ponto de ser capaz de dizer como verdade as descrições de si mesmo que darão prazer a quem o domina.
A quem domina cabe chegar ao ponto de, com sua presença, já humilhar o masoquista. Transformar seu próprio corpo, sua própria imagem em signo dessa humilhação.
Como? A dominadora, o dominador, transformados em objetos?
Sim, pois tal é o estado de dependência da dor e da humilhação do masoquista, em seu modo de ser, que desconhece qualquer noção de sujeito: tudo é para ele um objeto, até o si mesmo. Então, que seja a dominadora, o dominador, o objeto que denuncia e provoca esse estado de humilhação no submisso.
O domínio sobre a expressão do submisso sobre seu estado deve ser a fonte de prazer do sádico, pois a única coisa que o masoquista expressa é, essencialmente, dor, seja ela psicológica ou física.
Por essa limitação extrema das condições de expressão do masoquista é que o sádico se sente mais à vontade quando pode romper o tabu monogâmico, precisando de vários tipos de submissões para se satisfazer.
Mas isso já é tema para outro artigo…
”
21/01/2008 Deixe um comentário
Um familiar, que não sabe da minha preferência, me mostrou ao acaso uma música “engraçada”: Dominated Love Slave do Green Day.
Eu ouvi a música e nem me dei ao trabalho de ouvir até o final. A música faz um deboche ao BDSM, sob um ritmo “Red Neck” (música caipira no sentido demagógico), e é cercado de estereótipos e mensagens sugerindo que BDSM é coisa de ‘caipira troglodita’ e que os praticantes são pessoas que não se valorizam.
Bem, não vou me desgastar para dizer aquilo que vivo dizendo. Há pessoas desinformadas no mundo, outras que exploram os estereótipos para enriquecerem…
Segue abaixo a letra da música seguido da tradução. (Tradução não foi feita por mim!)
“Dominated Love Slave”
I want to be your dominated love slave
I want to be the one that takes the pain
You can spank me when I do not behave
Mack me in the forehead with a chain
Cause I love feelin’ dirty
And I love feelin’ cheap
And I love it when you hurt me
So drive them staples deep
I want you to slap me and call me naughty
Put a beltsander against my skin
I want to feel pain all over my body
Can’t wait to be punished for my sins.
Cause I love feelin’ dirty
And I love feelin’ cheap
And I love it when you hurt me
So drive them staples deep
Yee-hah!
Cause I love feelin’ dirty
And I love feelin’ cheap
And I love it when you hurt me
So drrrriiiveeee…..Staples?
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Escravo do Amor Dominado
Eu quero ser seu escravo do amor dominado
Quero ser aquele que aceita a dor
Você pode me espancar quando eu não me comportar
Bata na minha testa com uma corrente
Porque eu adoro me sentir sujo
E eu adoro me sentir vulgar
E eu adoro quando você me machuca
Então me estapeie bem forte
Quero que você me bata e me chame de indecente
Coloque uma lixadeira contra a minha pele
Quero sentir dor no meu corpo inteiro
Mal posso esperar para ser punido pelos meus pecados
15/01/2008 6 Comentários
Segue um conjunto de sugestões de humilhação retirada do site Indominável Sub apud Chastity Lifestyle. Alguns conteúdos foram retirados da lista por conterem ítens que ferem as leis e o SSC. Lembro-os a todos que devem seguir o SSC. Lembro-lhes também que estas sugestões não são minhas e que se você seguir será por sua própria responsabilidade.
- Agir como objeto (móveis, etc).
- Obrigar o sub a tomar seu próprio esperma, após o orgasmo.
- Sempre se dirigir à Domme, como: Senhora, Madame, etc.
- Plug Anal
- Infantilismo
- Controlar o uso do banheiro.
- Usar o banheiro na frente de outras pessoas.
- Torná-lo cinzeiro humano.
- Fazê-lo implorar por cigarros, bebida, etc.
- Privação da visão.
- Adoração aos pés em momentos “inoportunos”.
- Exame das cavidades.
- Exame das cavidades em público.
- Exibi-lo em jaulas.
- Exibi-lo em jaulas e ignorá-lo.
- Andar carregando uma boneca.
- Andar “de quatro”.
- Urina ou esperma na comida.
- Xingamentos como: Puta, vagabunda, etc.
- Strip Tease
- Comer somente o que a Domme escolher.
- Vestir como a Domme mandar.
- Comer em recipiente para animais.
- Comer no chão.
- Comer sem utilizar talheres ou utensílios.
- Posições embaraçantes.
- Posições desconfortáveis.
- Enema
- Não olhar nos olhos.
- Comer na mão da Domme. (literalmente!)
- Ser alimentado em um restaurante.
- Usar um laço feminino no pescoço.
- Feminização Forçada.
- Exercícios Forçados.
- Nudez Forçada.
- Comprar roupas femininas e perguntar se serve.
- Leilão de Escravos.
- Usar um sinal ou marca.
- Usar coleira.
- Chuva dourada.
- Algemas em público.
- Ficar algemado a um carrinho de supermercado, enquanto a Domme faz compras.
- Harem (servir junto a outros).
- Usar capuz.
- Ser utilizado como suporte para lixo.
- Imobilização.
- Ser levado numa coleira e com um osso na boca.
- Deixar a porta do banheiro aberta.
- Anotar ordens embaraçosas.
- Ter que andar em ruas onde as prostitutas trabalham.
- Ter que urinar na frente de outros ou não, naquelas caixinhas para gatos.
- Serviços de empregada.
- Fazer o sub vestir roupas urinadas pela Domme.
- Máscaras.
- Prendedores nos seios vestindo roupas transparentes.
- Controle do Orgasmo.
- Negação do Orgasmo.
- Agir como animal. (Gato, cachorro, etc).
- Filmar as sessões e obrigá-lo a assistir.
- Scat
- Repreensão com palavras
- Cuspir no rosto.
- Enviá-lo às compras com lista e ter que pedir ajuda. (Seja criativa(o) no conteúdo! )
- Servir outras (os) (com supervisão)
- Servir outras (os) (sem supervisão)
- Servir como toilet
- Raspar a cabeça
- Depilação dos pêlos do corpo.
- Depilação dos pêlos pubianos.
- Tapa na face.
- Tatuagens (temporárias)
- Spanking (em público)
- Restrição da fala
- Escrever a palavra “escravo” na pele com protetor solar e obrigar o sub tomar sol.
- Ficar no canto de castigo.
- Tomar urina.
- Chupar um consolo no carro.
- Tirar fotos.
- Filmagens.
- Abuso Verbal.
- Vestir peças íntimas femininas.
- Usar fraldas
- Usar roupas que não combinem.
- Vestir roupas rasgadas
- Escrever no corpo palavras humilhantes.
- Despir-se na frente de outros
07/12/2007 1 Comentário

By: Spica2041
Para aqueles que não entenderam nada, é o seguinte:
Há um sistema operacional (Windows é um tipo de sistema operacional) chamado FreeBSD (cujo mascote é um diabinho), que é uma variação do Linux (cujo mascote é um pinguim) . E o autor faz uma sátira do FreeBSD com FreeBDSM.
27/11/2007 2 Comentários
Estava mais uma noite sem nada para fazer e fui-me aventurar pela internet.
Nessas caminhadas pela rede achei um site interessante chamado: Bad Taste Bears (Ursinhos de Mal Gosto), onde o site vende esculturas de ursinhos bonitinhos, fofinhos, mas com ‘temas politicamente incorretos’, como pornografia, drogas, violência gratuita e BDSM!
Apesar da conotação de mal gosto feito ao BDSM, achei bem engraçado estas esculturas. Eis um outro teste que você pode fazer para a sua namorada








13/11/2007 2 Comentários
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Sim Baunilhas, é possível haver amor no BDSM. Por mais incrível que pareça a vocês, nós também amamos. Não é só por que nós “batemos e mandamos”, que significa que não nos amamos.
Entendam vocês que nós gostamos disso, qualquer prática que seja, não é só por que é “dor” que significa que nós odiamos o que nos fazem. Vocês estão pensando como vocês acham, e não estão tentando se colocar no lugar do outro. Sim, pode ser difícil, mas não é impossível. Deixe me colocar de uma forma um pouco mais suave: Não existem pessoas que gostam de gostam de sexo ‘selgavem’, pequenos arranhões e mordidinhas e mesmo assim se amam? É a mesma coisa.
Muitos também me vem falar sobre este assunto como se fôssemos um banco de cachorros e galinhas. Como se nós nos entregássemos ou dominamos a primeira pessoa que vemos na frente. Não vou negar que há pessoas no meio assim, mas isso não ocorre exatamente aqui no BDSM quanto no mundo Baunilha? Entendam, baunilhas, que o relacionamento, as pessoas, as personalidades são iguais tanto no BDSM quanto no Baunilha.
Sim Baunilhas, nós amamos, namoramos, noivamos e casamos. Assim como no mundo baunilha. A única diferença é que nós procuramos outros meios para apimentar nossa relação.
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27/10/2007 4 Comentários
Vou me aprofundar sobre um tema abordado nos primeiros artigos publicados nesse blog: “De onde veio esse meu fetiche?”
Eu sempre fui uma pessoa empírica, que utiliza a razão nas minhas teorias. Não consigo aceitar uma explicação mística, divina ou misteriosa para as minhas dúvidas. O que refletirei a seguir não possui base científica. São apenas teorias minhas que fui construindo após conversar com diversas pessoas.
Muitas pessoas dos quais eu conversei relatam que nasceram com ‘uma vontade de algo’. Seja por pés, mascaras, agulhas, latex, algemas, etc… Mas muitos questionam de onde veio esta ‘vontade’.

“The Morning After” by Latexxx
A minha teoria sobre a preferência ao BDSM tem a mesma base na preferência homossexual. Tem um conhecido meu que é homossexual (eu sou heterossexual, antes que comecem a tirar conclusões precipitadas), e o relato dele e de pessoas do meio sobre a preferência é muito semelhante ao do BDSM. Tem muita gente sente que ‘nasceu’ com esta preferência, e houveram outros que experimentaram e gostaram. Assim como acontece no BDSM. Há muitas pessoas que sentem que ‘nasceram’, não se sabe por que, com fetiche de algo.
Acredito eu que todo mundo tenha inclinação para alguma coisa, que todo mundo nasça com algum tipo de fetiche, em maior ou menor intensidade. Mas que muitas vezes esta preferência é destruída através da imposição dos valores sociais “certos” da cultura judaico-cristã, que consiste na idéia de que sexo é algo sagrado, que deve ser feito de forma pura; ‘papai-mamãe’ (ou em inglês, missionary).
Então você pode me dizer: “Eu não tive essa pressão social e mesmo assim eu não sou um louco igual a vocês que gostam de dor”. Bem, há um outro fator curioso que notei durante as minhas conversas com outras pessoas do meio BDSM. A grande maioria descobriu a masturbação cedo, antes dos 8 anos. Com esta descoberta, muito provavelmente ainda não tinham sedimentado a noção de “certo” e “errado” de sexo. Portanto estas pessoas estariam mais suscetíveis aos fetiches.
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Estas pessoas passariam a ter prazer por seu fetiche sem qualquer culpa ou medo. Descobrindo também novos caminhos de satisfação, diferentes daqueles impostos a sociedade, e por sua vez, tendo uma mente mais aberta para essas práticas.
Deixo bem claro aqui que não estou dizendo que Baunilhas são inferiores ou que não possuem mente aberta. Lembrando que existem também um outro grupo que ‘não nasceu assim’ mas que experimentou BDSM e gostou.
Bem, basicamente esta é a minha teoria sobre de onde surgiu a nossa preferência por BDSM. Lembrando mais uma vez que é uma reflexão minha, e não possui base científica. Aqueles que puderem contribuir, debater ou expor a sua teoria sobre o assunto serão muito bem-vindos.