(Mais) BDSM Barbie
21/07/2011 Deixe um comentário
Desmascarando o BDSM
30/08/2010 2 Comentários
Na cultura BDSM cada pessoa utiliza a palavra submisso e escravo de forma e significados diferentes. Quando um submisso diz: “Eu quero ser seu escravo”, algumas vezes significa apenas que ele quer ser amarrado e açoitado. Muitos dominadores profissionais se referem a isso como (geralmente não verdadeiro, clientes submissos) como “escravos”. Por outro lado, há pessoas que desejam ser servos “full-time”, e verdadeiramente existem apenas para o uso de seu dominador. E há muitas nuâncias nestes dois extremos. A seguir seguem as classificações que não devem ser classificadas de forma rígida.
1. MASOQUISTA TOTALMENTE NÃO-SUBMISSO OU SENSUALISTA KINKY.
Não está para servidão, humilhação ou para ceder o controle. Apenas dor ou sensualidade apimentada, nos próprios termos do masoquista, para o próprio prazer do masoquista (Ou seja, o prazer é somente do masoquista e não para o prazer do sádico.)
2. PSEUDO-SUBMISSO NÃO-ESCRAVO.
Não está para ser “escravo”, apenas está para um jogo “submisso”. Por exemplo, cenas de professor-aluno, infantilismo, travestimento “forçado”. Geralmente voltado para humilhação, mas não para servidão, nem mesmo para brincar. Ele dita a cena em grande escala.
3. PSEUDO-SUBMISSO ESCRAVO
Gosta de atuar como escravo, gosta de sentir-se submisso, em alguns casos gosta de ser “usado” para gratificar o sádico, pode até servir o dominador de alguma forma, mas apenas nos termos do próprio “escravo”. Ele dita a cena em grande escala, geralmente fetichista (ex. podólatras)
4. VERDADEIRO SUBMISSO NÃO-ESCRAVO
Realmente cede o controle (apenas temporariamente nos limites permitidos), mas consegue sua principal satisfação nos aspectos de submeter e ser usado pelo dominador. Geralmente se excita com suspensão, vulnerabilidade e/ou cedendo sua responsabilidade. Não dita a cena exceto em termos gerais, mas ainda procura seu prazer direto (ao invés de ter prazer em gerar prazer ao dominante).
5. VERDADEIRO SUBMISSO E ESCRAVO
Cede totalmente o controle (apenas temporariamente; em algumas cenas e dentro dos limites estipulados) e tem total satisfação em servir/ser usado pelo dominador, mas penas para fins de DIVERSÃO, geralmente eróticas. Pode ou não pode ser para a dor. Se sim, é excitado pela dor indiretamente, por exemplo gosta de ser objeto de sadismo do parceiro em que o submisso coloca poucas restrições.
6. SEMI-ESCRAVO DE CURTO TEMPO, MAS MAIS DO QUE UMA PLAY, SEM COMPROMISSO
Cede o controle (geralmente dentro dos limites) e quer servir ou ser usado pelo dominador, quer prover de forma prática/não-erótica bem como serviços de divertimento/erótico; mas apenas quando o “escravo” está com o humor. Pode até atuar como escravo full-time, por, vamos dizer, vários dias seguidos, mas é livre de desistir a qualquer momento (ou até o final do tempo acordado). Pode ou não ter uma relação duradoura com o dominador, mas, em ambos os casos, o “escravo” tem a palavra final de com quem quer servir.
7. MEIO CONSENSUAL MAS ESCRAVO REAL
Tem comprometimento com o dono/relação escrava e é propriedade do dominador o tempo todo. Gosta de obedecer e agradar o dominador em todos os aspectos práticos/não-erótico/divertimento. Devoto grande parte do tempo em outras atividades (ex. Trabalho) mas o dominador tem prioridade sobre o tempo livre do escravo.
8. ESCRAVO CONSENSUAL FULL-TIME REAL
Dentro de não mais de alguns limites ou requerimento, o escravo passa a existir somente para o prazer e bem estar do dominador. O escravo por outro lado espera ser considerado uma posse importante. Não é muito diferente do tradicional “dona de casa”, exceto dentro do mundo BDSM a posição do escravo é mais consensual, especialmente se o escravo é homem. Dentro do mundo BDSM, um escravo full-time o acordo é acertado com um profundo entendimento de tal decisão, quanto maior o poder dado ao dominador, mais ciente deve estar dos possíveis perigos, e o termo deve ser bem específico e claro.
9. ESCRAVO CONSENSUAL TOTAL SEM LIMITES
A fantasia ideal que provavelmente não existe na vida real (exceto em cultos religiosos autoritários e outros onde o “consensual” é induzido pela lavagem cerebral e/ou pessão social ou econômica, que por sinal não é puramente consensual). Poucos puristas no BDSM insistem que você não é um escravo real se você não fizer absolutamente tudo para o seu dominador, sem qualquer limite.
Fonte: BDSM Digest
26/08/2010 2 Comentários
A coleira na vida BDSM é algo sério. É um símbolo de comprometimento de submissão e tem a mesma importância que um anel de noivado. A coleira não só simboliza o comprometimento, amor, posse e devoção como também qualifica honra, respeito e confiança.
Coleiras podem ser feitos de materiais leves como algodão, ou materiais pesados como o couro. As coleiras tradicionais são feitas de couro ou metal e possuem anéis. Há também coleiras específicas para exibição, que normalmente é mais para efeito visual do que funcional, dependendo de como foi feito. Como usar uma coleira tradicional pode interferir na vida profissional e social da pessoa, submissos (as) muitas vezes usam gargantilhas. Estes podem ser de pérolas, fitas ou qualquer outro tipo de colar. Coleiras geralmente oferecem fivelas, tiras, ganchos travas e outros anexos. Coleiras de metal também são utilizadas por alguns e colares com trava também são considerados coleiras. Uma minoria escolhe usar uma coleira com cadeado permanente (a trava é acionada e não há como abrir), e só é possível ser retirado cortando a coleira.
Segue abaixo exemplos de diferentes tipos de coleiras.
Coleira de consideração ou Proteção.
Esta coleira é tradicionalmente usada no começo do relacionamento. A coleira de consideração sinaliza para outros dominadores e submissos que está se formando um potencial relacionamento sério. Esta coleira é oferecida de forma séria e com intenção. O submisso (a) que aceitar esta coleira é igualmente sério no entendimento de que o relacionamento está em um estágio diferente.
Esta coleira em particular é usada por um novo submisso em vários eventos que ele/ela estiver sob proteção do dominador. Você já deve ter visto esta coleira em uma play junto com um dominador que garantiu proteção. Toda a aproximação com o submisso que utiliza essa coleira deve ser feita através do dominador de quem está sob os cuidados. Normalmente a coleira é colocada no (a) submissa antes da festa/evento/play de forma que seja visto por todos e tirada depois. Deixando bem claro que serve apenas para proteção. Durante este tempo, no entanto, a submisso irá atuar exatamente como se fosse propriedade do dominante em qualquer área da servidão. Com esta “proteção” o escravo não pode participar de uma cena ou play sem a permissão, e em muitos casos, a presença do dominador responsável. A coleira simboliza abertamente a outros dominadores que este submisso está fora dos limites dos outros e o honrado dominador não deverá ir atrás deste submisso de qualquer maneira. No entanto, o escravo tem o direito de pedir uma play ou cena com uma pessoa específica ou rejeitar respeitosamente. Esta é uma coleira temporária e normalmente é devolvida depois que o evento é cancelado.
A coleira de consideração pode ser um bracelete, um cinto, tornozeleira, ou qualquer outro acessório. Tradicionalmente a coleira de consideração é feita de couro com tons de azul. O tom da cor azul não é tão importante. Geralmente é uma coleira bem simples sem trava ou cadeado. Sem anel ou então um bem pequeno.
Coleira de Treinamento.
Esta é a segunda coleira a ser trocada entre o dominador e o submisso. Geralmente é um prelúdio de uma coleira formal e é usada enquanto o submisso está sendo treinado e aprendendo seus deveres segundo seu dominador. Em diversos casos o dominante e o submisso podem considerar em tentar morar juntos.
A coleira de treinamento é oferecido pelo dominador depois de passado um período de tempo onde eles tiveram uma exaustiva seção de conversas e explorado suas características, interesses, necessidades sexuais, desejos e estilo de vida para verem se serão compatíveis em áreas suficientes para se mover adiante em um relacionamento mais profundo. Em diversos casos aqui é onde o relacionamento é testado fisicamente , mentalmente e emocionalmente.
A aceitação desta coleira pelo submisso indica que este concorda em seguir num relacionamento muito mais profundo com o dominador, poderá envolver sentimentos sérios, emoções, comprometimento e responsabilidades. Muitos entram num estado emocional profundo e pode expressar devoção verdadeira, amor, honra e respeito mútuo.
Durante este tempo ele/ela é um mero submisso. O submisso pertence ao dominador, está sobre o treinamento por um tempo específico. Neste ponto da jornada, ele/ela é considerada submisso do dominador, mas nenhum contrato foi assinado ainda. O submisso pode considerar a hora do noivado. O namoro acabou e o treinamento começou. Agora suas ações trazem conseqüências e muitas vezes, ou não, é o período de término de muitos escravos e dominadores. Este período pode variar de casal pra casal. Geralmente é utilizado dois anos, mas cada um estipula o seu próprio. Depois desse período, o submisso provou que é o escolhido de seu mestre, e novamente termina o processo. O próximo estágio pode ser a cerimônia oficial de encoleiramento.
A coleira de treinamento tradicional é geralmente feita de couro. É geralmente lisa e pode ser preta ou vermelha. Muitos dominadores oferecem coleira de treinamento em uma corrente.
Coleira Formal, Coleira de Escravo ou Coleira Permanente.
É dado pelo dominador como símbolo de relacionamento entre eles. Ele representa amor, honra, respeito e lealdade. Esta coleira geralmente é apresentado numa cerimônia em frente de testemunhas e é muitas vezes acompanhado de uma marca permanente no submisso. É o reconhecimento do compromisso, sentimentos profundos, devoção, respeito mútuo e consideração.
Prazer dos prazeres e privilégio dos privilégios. Esta é a representação final do estágio de comprometimento. Ele expressa a crença de que o dominador e o submisso dividem um genuíno e crescente desejo de dividir suas vidas, e talvez para o resto de suas vidas.
Agora você é o honrado escrado de seu dominador e pertence totalmente a ele/ela. Neste ponto o contrato deverá ser escrito,o que não é muito diferente de um contrato de casamento descrevendo os direitos e deveres de cada um. Este é um dos momentos mais maravilhosos na vida do escravo e também do dominador. Você agora chegou no nível que muitos sonham. Geralmente esta coleira é usado no estilo 24/7 e o escravo, se com sorte, estará presente na casa de seu dominador(a).
A aparência tradicional da coleira de um escravo é de material como couro preto ou metal, que é adornado com objetos e detalhes de cor bronze ou prata. Esta coleira é criada especificamente para um submisso em especifico e geralmente é um design original. Você pode adicionar um cadeado com chave. Uma coleira com cadeado pode simbolizar a transferência de poder do submisso ao dominador em que a chave estiver em posse. Talvez até uma etiqueta seja adicionada ao anel.
Coleira de Posse.
Em casos extremos ser escravo não é suficiente. O escravo quer ser possuído, completamente. O escravo quer ser propriedade absoluta de seu Mestre e quer presentea-lo com sua vida e alma.
Neste ponto o contrato atual é cancelado, refeito e finalizado. Você não será mais dono de você, mas propriedade de outro ser humano. Este não é apenas uma das maiores honras de um escravo como para o mestre também. O seu mestre é seu dono a partir de agora.
Este é um passo emocional muito profundo, vai muito além do que qualquer casamento baunilha foi. Este é como um casamento sem a opção de divórcio. Será levado até a morte.
Coleira de Casa.
Coleira de casa é usado em clubes, casas e organizações que provém espaço social para proteger submissos. Coleiras de casa mostra que o submisso está sob a orientação da casa e não deve ser aproximado. Isto é geralmente usado com submissos inexperientes que não estão prontos para tomar suas próprias decisões e necessitam de tempo para aprender.
Cyber Coleira (Coleira Virtual).
São coleiras virtuais usadas por pessoas que não tem experiência na vida real.Eles vivem a vida de dominador e escravo na imaginação. Esta criação tentar imitar a coleira da vida real mas tende a ser trocada principalmente entre pessoas do BDSM virtual. O uso da coleira virtual tende a diminuir conforme o iniciante no BDSM vai explorando a vida BDSM real.
Coleira de Velcro.
Muitos de nós que está em algum estágio do BDSM real chamam de coleira de velcro por ser facil de tirar e colocar. O que muitas pessoas não vêem é que estas coleiras de velcro são pouco respeitadas na comunidade BDSM. Se a pessoa é dominador hoje e no dia seguinte é encoleirado e na outra semana tira pra encoleirar de novo, pra depois tira e volta a dominar e depois encoleirado, e ao mesmo tempo usando coleiras de outros dominadores, você é um ser muito patético. Este tipo é o que mais tem e infelizmente a causa de nos ridicularizarem.
Fonte: BDSM Digest
30/03/2009 2 Comentários
Para quem interessar eu fiz uns wallpapers do photoshoot que eu e minha escrava fizemos no fim de semana.
Veja mais fotos aqui.
01/10/2008 Deixe um comentário
Segue uma relação de posições escravas BDSM.Peço sinceras desculpas por passar o texto em inglês. Eu realmente ando sem tempo pra nada. Praticamente só estou voltando pra casa para dormir. Mas garanto a vocês que assim que tiver um tempo eu traduzirei a vocês.
Aqueles que quiserem me fazer este favor e traduzir, ficarei agradecido.
Attend - This is when a slave is directed to ‘attend’ to the needs or serve another dominant (non-sexual)
Attention - This is a military position. The slave stands, feet and ankles together and her arms are at her sides, fingers curled slightly under and held at the thighs. Her back is straight and her eyes are focused on the horizon.
Assume Spot - This is generally a position to the left and slightly behind a dominant wherein the slave is in a comfortable position (not kneeling) which can be maintained for long periods of time.
Auction – This is a position used to display a slave at a slave auction or to show your slave to others. The slave starts by facing the crowd with legs spread, arms at a 45 degree angle from body with palms facing crowd. On command the slave turns away from the crowd and assumes the same position in order to show her back side.
Bring – Get – Fetch - All variations of the same command which is used to set the slave into motion to retrieve an object or objects for her Master.
Come – Present - Generally a face down position, arms at the side, legs together. This the definition of Present as a position.
Present - (variation) will have a submissive face down with arms stretched forward over her head — wrists crossed — and ankles crossed to represent cuffing.
Follow - to trail the dominant an exact pace 3-4 steps to the back and left of dominant.
Crawl - generally a full forward belly crawl.
Down on Back - assume position on back, legs together, arms at side.
Close - can be used physically, mentally or both; Generally it means that the slave is to “close off” the genitals from view, from desire or both.
Crawl - (variation) knee and palm crawl.
Display - any arrangement of body posture determined in advance by the dominant to be ‘the display position’ — slave is to move into that position until verbally released.
Dismissal - This is used for dismissal from presence for discipline or punishment and should include the slave backing away from the dominant, chin up, eyes lowered in whatever ‘mode of travel’ the slave is already in when the command is issued. Example, if the slave is standing the slave will back up standing. Slave is to remain ‘facing’ their dominant until they have gone beyond the ‘threshold’ — in common terms this is generally 10 feet (seldom implemented today). If the slave is in a crawling position when dismissal is ordered, they would crawl backward (again facing dominant) from presence.
Display – This position is often called Inspection. The Display command has several different means depending on your location. 1) English Classic Display - kneeling with thighs widely apart. The slave should interlock her fingers behind her head, chin should be up, eyes should be down, butt on heels, back is straight, chest and genitals presented in ‘display’ or for the viewing pleasure or inspection. 2) Modern - Standing in semi-military stance. Feet should be same width apart as the shoulders, fingers laced behind neck, chin up, eyes down, posture straight, full body and genital exposure. 3) In addition, in some areas “Display” was a command for the slave to show her Master her mouth, breast, anal area and cunt in four positions.
Examination - It is usually more than one position. The slave displays a part of her body then on command moves to the next position to display a different part of her body.
Informal or At Ease position - Very similar to military at-ease position. The slave standing with her feet at the same width apart as the shoulders, head up, eyes down, posture perfect but not stiff. The slave when standing next to other slaves should maintain one arm lengths distance on all sides if more than one slave is under inspection.
Inspection – often used for 1) or 2) listed under Display.
Stool – table – ottoman - These are all variations of a slave as furniture on hands and knees with head down below table surface – back to be held firmly as furniture (footrest or table).
Parade rest - This is another military position. The slave spreads her feet apart to the width of the shoulders. The slave’s arms are behind her back and she cups one hand in the other at the small of her back. If used in a military fashion, the slave must first be at attention and when ordered to Parade rest, moves only her left foot and hands to assume the position. In the BDSM community this position is often used without going first to attention.
Present - This is commonly used to order slave into ‘modern’ kneel display position. Kneeling with thighs apart, back should be posture perfect, chin up, eyes down, palms down and resting on the front of thighs, butt on heels. A variation is the English style - palms up on thighs (otherwise same as above)
Front cuff or back cuff - slave to move hands to front while maintaining any presentation position — or to the back. Cuffing can be ‘invisible.’
Present down - This position is generally where the slave moves from a standing or kneeling position into a full face down presentation. Note – attaining the position should be done in a sensual fashion to provide visual pleasure to anyone viewing the change in position.
Guard - This order or command is exactly as it sounds — it orders the slave to guard whatever the dominant directs the slave to guard -such as property or even other people.
Fetch - The slave is to retrieve objects using only her mouth as a dog would.
Get – Bring - same command as above.
Got to your Place - The slave goes to a predetermined location in the home and stays until her Master has a need for her.
Surrender – Prostate - often melded to present down with ankles crossed and arms above head wrists crossed while laying face down.
Heel – The slave follows slightly behind and to the right of her Master. Often used if the Master wishes to engage in conversation while walking with his slave.
Humble - may include face down with legs parted to width of shoulders — arms out to sides to form a human cross shape and can be face up or face down.
Leave – Stop - command to cease any and all activities without question.
English Obedience - Kneeling (same as English above) except that the slave will place her hands behind her back (often crossed at wrist) and will bend forward until her face is against the floor surface.
Modern kneel - slave will rest her weight on her forearms with her hands meeting and her face moving down to rest against her wrists.
Open – present – As noted – Present is used in many ways. Open is or can be used to mean open physically, mentally or both – Open most often refers to genitals.
Worship - This command directs a slave into a position of worshipping a specific body part of the dominant.
Whip - This may be a standing or kneeling position. If standing the slave should be against a solid surface (hand bracing) exposing the back and buttocks for whipping. If kneeling, the slave should present back and buttocks in the air while adequately protecting the hands, and neck by keeping those areas down or under the body.
Present (position) - may include ritualized offerings of a collar, or may blend with other commands such as ‘bring’ so that the slave ‘displays’ the object she has retrieved in a present position once returning to the presence of the dominant.
Exit or Leave Presence - Older traditions were for a slave never to turn her back on her dominant while moving ‘in presence.’ The turning of her back is considered an action of disrespect.
30/09/2008 Deixe um comentário
Segue uma relação de posições escravas Goreanas. Peço desculpas por passar o texto em inglês. Eu realmente ando sem tempo pra nada. Praticamente só estou voltando pra casa para dormir. Mas garanto a vocês que assim que tiver um tempo eu traduzirei a vocês
Aqueles que quiserem me fazer este favor e traduzir, ficarei agradecido.
Bara – The slave lies on her belly, her forehead to the floor. She crosses her ankles and places her wrists, again crossed, in the small of her back and waits to be bound.
Belly - The slave lays on her belly with her legs spread to shoulder width apart and her arms by her sides, palms up, her forehead to the ground. She crawls to her Master’s feet on her belly.
Gorean bow – The slave kneels with her thighs spread wide. She leans over backwards until her head touches the floor, and places her hands beside them. She then pulls herself up, arching her back.
Karta - The karta is said to be a position of obedience. The slave kneels on the floor, her thighs spread widely to allow her to lay her chest upon the floor, she leans forward placing her breasts and forehead against the floor, and reaches out with her arms fully.
Leasha – The slave kneels with her back to her Master with her thighs spread wide and her back stiffly arched. She crosses her wrists in the small of her back and turns her head to the left, her eyes lowered in submission, and her lips are slightly parted as she awaits a leash.
Nadu – The slave kneels with her thighs spread wide for his pleasure, her back arched elegantly, her head held high with eyes lowered submissively. She lays her hands palms upward upon her thighs.
Sula – The slave lays flat on the floor on her back and her feet spread shoulder width apart. She places her wrists above her head and crosses them. Her eyes remain lowered in submission.
Tower - A variation of the Nadu, but her knees are together, and her palms are down and resting on her thighs. It is used for a non-sexual slave.
25/06/2008 Deixe um comentário
Segue outro site com ferramentas interessantes. Slave Register e um site onde a própria escrava ou submissa registra, cria um perfil oferecendo dados pessoais e medidas, e depois é dado um número de registro de escrava único de 9 dígitos. Vale a pena conferir!
05/06/2008 1 Comentário
Segue um texto muito interessante que minha escrava, {Cypher}, achou sobre humilhação. Peço licença para publicar o texto na íntegra no site, com os devidos créditos ao seu criador, #dumuz#_RF, e a femdombrasil.com.br. Eu altamente recomendo este site, vale a pena acessarem.
“A Humilhação na Cena BDSM
#dumuz#_RF
Dominação Psicológica
Quando se fala em sadomasoquismo a primeira idéia que se tem em mente são correntes, algemas, chicotes e botas. O imaginário físico do sadomasoquismo está repleto de símbolos e fetiches, de modo que, nesses tempos de sadomasoquismo de boutique, basta um corpete negro de couro, uma meia arrastão e um bom par de botas para muita Maria Baunilha se sentir a verdadeira Vênus das Peles.
Entretanto, muitos praticantes do bdsm preferem o que denominam sadomasoquismo psicológico, isto é, formas de dominação e submissão que prescindem de violência explícita.
A civilização é resultado da tentativa do ser humano de se afastar da selvageria explícita dos animais, a necessidade intensa de ser essencialmente diferente de outros bichos. A dominação psicológica seria aquele estágio de perversão do próprio objetivo da civilização: apesar de todo nosso protocolo civilizado, ainda somos selvagens e cruéis, como qualquer besta perdida em algum mato por aí.
Usar o refinamento das artimanhas civilizadas para exercer um poder selvagem ou ser objeto dele é um dos inúmeros atos de rebeldia presentes no sadomasoquismo, revestido da capa de conservadorismo dos valores tradicionais, do bem, da família e da tradição.
É claro que, quando alguém se ajoelha nu diante de quem o domina e se submete a uma sessão de chicotadas, também está sendo humilhado, mas, neste texto, para deleite dos que preferem apenas a dominação psicológica, como limite ou como desafio, falaremos da humilhação como instrumento de sadomasoquismo por si mesma, separada da violência explícita.
A Palavra
O ser humano é um ser que fala, a persona loquens, o ser falante. Pela palavra, começa toda a possibilidade de civilização.
“- Eu te mato!” – grita o motorista no trânsito para o colega(?) que acaba de lhe dar uma bela fechada. O grito, em si, tem o potencial de descarregar a ira que, em outros tempos, o levaria a tomar um tacape e realmente desferir um golpe mortal na cabeça do distraído condutor.
Claro que a expressão verbal pode ser melhorada para “Olha por onde anda, filho da puta!”, pois reservamos termos que chamamos gentilmente “de baixo calão” para poder usá-los quando já estamos no limiar da violência animal.
O famoso texto que circula pela internet “O direito ao foda-se” analisa profundamente as implicações e necessidades atendidas por esse vocabulário tão especial que carinhosamente chamamos de “palavrão”.
Para muitos, o começo do masoquismo está na humilhação verbal, na capacidade de suportar ser ofendido pelos palavrões sem reagir. Como nos primeiros minutos em que se conhecem um dominador e uma submissa e ele gentilmente lhe pergunta:
- E desde quando você se tornou uma puta?
Tal como se perguntasse o que comeu no almoço de ontem.
De igual modo, quando numa situação social absolutamente baunilha, uma dominadora dispara em direção ao seu submisso:
- Ora, Alberto, pare de falar asneira, se não fosse minha boa vontade você broxaria sempre…
A capacidade de ouvir e ficar quieto, sem se defender, sem retrucar, é um bom começo. Mas não é tudo.
Nossa cultura judaico-cristã, incrivelmente, cultivou o que um dia Nietzsche chamou de moral do servo. Alguns vêem aí a raiz do masoquismo, como um fenômeno da cultura ocidental. Por outro lado, a moral do servo, que exalta tudo o que é feio, pobre, sujo, indigno e inumano, negando a beleza, o poder, a inteligência, a vontade de ser humanos, acabou por estabelecer um modelo de humildade como virtude, que, digamos assim, atrapalha bastante a dinâmica moral do sadomasoquismo.
O Masoquista Como Vítima
Esse dado foi exposto cruamente por Sade, por meio de Justine. Justine é, em tudo, uma pessoa virtuosa, entretanto, não cessa de ser castigada e novamente castigada, ao longo de todo o desenrolar da trama sádica (ah, que prazer usar o termo em seu sentido apropriado).
O fato é que, quando o submisso ou submissa se detém no aspecto de suportar as ofensas e vexames impostos por quem domina, ainda o faz por uma espécie de orgulho interior, de resto de força moral que ainda lhe sustenta o ego. O pensamento subreptício é mais ou menos assim:
- “Ela me espanca porque é má. Mas eu ainda sou bom, porque eu sou capaz de suportar tudo o que ela me faz e ainda a amar.”
Sim, para surpresa de muitos, a vítima se sente injustiçada, ou seja, há um prazer no masoquista de estar apanhando injustamente e isso tem o caráter redentor para o seu íntimo. Nesse momento da dinâmica masoquista, a pessoa ainda não se deu conta de quem, sente o impulso masoquista e o sublima – embora entre concretamente no ato masoquista – por meio de uma moral do servo: o servo humilde é bom, o Senhor cruel é mal.
“- Eu sou bom, porque eu não machuco ninguém e eu estou justificado moralmente, porque eu sou objeto da injustiça de minha Senhora/meu Senhor.”
Essa verdadeira armadilha é tão ardilosa que, muitas vezes, um relacionamento sadomasoquista acaba sob a acusação de que a Dominadora/Dominador se excedeu para além dos limites, e o/a masoquista procura seus amigos para lhes dizer:
“- Vejam o que ela/ele me fez. Vejam como ela/ele é má/mau.”
Sim! O relacionamento termina numa acusação moral: o sádico é mau. E num outro juízo moral: eu, que fui bom/boa, fui injustiçada. A injustiça que sofri prova que sou bom/boa.
Essa é ainda a lógica da moral do servo. A injustiça sofrida, justifica a bondade do/da masoquista.
É um erro comum na civilização cristã: Jesus era bom e Jesus sofreu, logo, todos os que sofrem são bons. Essa indução nos leva a crer que o sofrimento pode ser causa de justiça ou bondade e há quem se torne masoquista para se sentir bom de novo, após ser devidamente punido. É o caráter redentor do masoquismo.
Nada há de errado nesse sentimento, pois cada um busca o masoquismo para o prazer na forma que se lhe apresenta. Muitos masoquistas, se se observarem atentamente, notarão que após uma cena bem vivida, há uma sensação de limpeza ou mesmo purificação:
“- Ah! Eu precisava disto!”
O erro não está no sentimento, mas no julgamento implícito que faz o masoquista ser bom e o sádico ser mau.
Entretanto, essa acusação e esse julgamento já estavam implícitos na atitude com que o masoquista entrou na cena de humilhação, porque quem se dispõe a suportar as ofensas e vexames que lhe são impostos já estabeleceu um juízo moral sobre essas ofensas e vexames.
A dominação psicológica se estabelece não quando o/a masoquista se dispõe a suportar o que lhe é imposto, mas se submete a viver essas ofensas e vexames. Não se trata mais de uma concessão, mas de uma necessidade.
A Necessidade de ser Masoquista
De que necessita mesmo o masoquista: da dor ou da humilhação?
Dor e humilhação são meios para atingir um fim, que é o prazer masoquista.
Quando o masoquista detém a escalada da humilhação para, por meio dela, julgar-se bom e condenar o sádico, fazendo-se de vítima, não ocorre o prazer, mas a negação de que o prazer venha do masoquismo. Um raciocínio mais ou menos assim:
“- Agora me sinto bem, pois eu pensei que era mau, mas Fulana/Fulano é que é mau, porque ela/ele é cruel, pois foi cruel comigo, eu não sou cruel, fui objeto da crueldade, da injustiça, logo sou uma pessoa boa.”
Como num coito interrompido, a defesa moral se ergue e cria uma capa de satisfação que pode, inclusive, afastar o masoquista por um bom tempo da prática: “- Eu não! Os sádicos são pessoas doentes, más, cruéis…vou ficar longe disso.”
Passa-se o tempo, e esse masoquista começa a notar o que os masoquistas que não fazem ou que suspendem o juízo moral percebem cotidianamente: há uma pulsão sexual pela humilhação e pela dor, ao menos, a dor psicológica.
Os velhos manuais de virtudes ensinavam que a humildade é nada mais que a verdade a respeito de si mesmo. Não ser mais do que se é – o orgulho – e não ser menos do que se é – a modéstia.
Qual a verdade de um masoquista?
Poderíamos começar dizendo de sua impotência diante da vida: o masoquista não pode ser outra coisa. A despeito de tudo o que tentam dizer os psicólogos existencialistas e os manuais de auto-ajuda, de que a pessoa pode superar tudo, o masoquista sabe que é alguém que precisa da dor física e/ou dor psicológica para sentir prazer.
Isso não é uma condenação, isso é o seu modo de ser…
Façamos uma breve analogia…
Imaginem que vivêssemos num pomar onde só existissem laranjeiras e, então, supreendentemente, nascesse uma mangueira. Por mais que a mangueira se esforçasse em produzir laranjas, ela sempre seria anormal, pois tudo o que ela faz é produzir mangas.
Não creio numa base natural para o sadomasoquismo, pois sua raiz natural é a animalidade sexualmente agressiva do ser humano, que todos têm. As formas de expressão sadomasoquista dependem do cenário cultural, mas o desejo e impulso sadomasoquista acontecem de forma diferenciada nas pessoas, pois alguns explicitam sua animalidade sexual agressiva e outros simplesmente a recalcam, ou desviam para outras atividades.
O importante, em nossa discussão, é que ser sádico ou ser masoquista não são condições de avaliação moral, são modos de ser, de expressar a própria sexualidade.
O treinamento psicológico imposto por um Dominador a uma submissa deve acontecer numa relação em que ao gritar-lhe:“- Puta!” – diferentemente de uma mulher baunilha que se excita pelo “palavrão” inesperado, diferentemente da submissa moral que suporta heroicamente a ofensa, a masoquista baixe os olhos e medite sobre a verdade de ser uma puta, talvez mais reles que uma puta, pois a puta, como profissional, sabe o que faz e cobra pelo que faz e ela é apenas uma amadora que tudo faz de graça, talvez até devesse pagar por alguém se importar de lhe dizer a verdade…aos poucos seu sentimento se debruça com a constatação de que nem puta é, que é um grande nada, silencioso e doloroso vazio que espera, ansiosamente, ser definido pelas palavras do Senhor…
Tal é o poder das palavras: elas criam a realidade.
O Poder de Dizer as Coisas.
Um passo fundamental para a dominação psicológica é cassar a palavra do submisso. Pode-se começar pela mordaça, mas para quem gosta de jogos psicológicos intensos, sem nada de físico, o desafio se torna muito interessante.
Tudo o que nos ensinaram foi falar. Temos uma cultura que valoriza apenas as pessoas que têm algo a dizer, ou seja, os formadores de opinião.
Uma sugestão importante para Dominadoras e Dominadores é essa: talvez o submisso tenha algo a falar, talvez até a Dominadora quisesse ouvir, mas o submisso não terá o direito à palavra.
Cassar a palavra talvez seja o equivalente a prender um submisso por uma semana em um canil com mais três ou quatro cães e tratá-lo apenas como mais um. Tudo o que um ser humano é, é uma persona loquens, um ser falante. Obrigado a apenas ouvir e cumprir o que lhe ordenam, o ser humano enlouquece gradualmente.
Saber pedir permissão para falar. Por meio de um gesto ou sinal, de modo que o submisso saiba que a palavra deve ser usada com o devido respeito, pois ela não é mais um direito seu, ele usa o poder de palavra de sua Senhora.
Pois o poder criador das palavras só pode ser usado por quem Domina… quem experimentar a simples regra de pedir permissão para falar verá como é difícil manter a atenção e, mesmo, a relação. Porém, no médio e longo prazo, a dominação psicológica se aprofunda, pois pensamos por meio de palavras, e repentinamente, o submisso perceberá uma espécie de impulso de pedir permissão para pensar.
E que realidades os Dominadores devem criar?
Vejo um uso muito conservador da palavra nas cenas bdsm. O mais freqüente é a palavra de segurança, aquela que se diz para a cena parar.
Proponho o inverso, proponho o uso da palavra devastadora, a criação de uma palavra que, uma vez pronunciada por quem Domina, desencadeie todo o processo de submissão no masoquista, independente de onde ele esteja.
Como exemplo, sabemos que o ser humano é particularmente sensível a críticas ao seu corpo. Criar vergonha sobre alguma parte do corpo é uma das estratégias mais simples de continuamente humilhar alguém. Além disso, a vergonha sobre o corpo pode levar a compulsões e obsessões infindas. Assim, numa conversa casual, a Dominadora pode mencionar: “ Sabe, notei que teu saco cheira a meia suja”. Da primeira vez, não dizer mais nada, apenas despertar a atenção e curiosidade do submisso sobre o tema. De tempos em tempos, reforçar o comentário. Se ele retrucar, proibir que retruque, pois é verdade. Consolidada a crença, estabelecer a palavra:, “ – De agora em diante, quando eu lhe disser meia suja, você vai parar o que estiver fazendo, sair e lavar esse saco nojento.”
A princípio, desencadear a ordem dentro das cenas, mas então, um dia, enviar o seguinte torpedo ao celular dele: “MEIA SUJA”. Dependendo do potencial obsessivo-compulsivo do submisso, a reação poderá ir de um ligeiro mal-estar a uma desabalada carreira ao banheiro…de qualquer forma, a palavra cria uma nova reação…
O poder de não dizer as coisas.
Os dominadores podem trilhar o caminho fácil do uso da palavra, mas há outra possibilidade que pode ser bem mais cruel: obrigar o submisso a falar continuamente.
Fato é que falamos antes de tudo para ocultar-nos. Como diz o antigo provérbio: “Como vai é saudação, não é para falar da má digestão.”
Quanto mais a pessoa é obrigada a falar, mais ela tem que se expor. Quanto mais exposta, mais vulnerável e daí se amplia a dominação.
No fundo, todo ser humano é ridículo, pois o que temos de não-ridículo é exatamente a capacidade de ocultar nosso ridículo. E, nesse particular, a violência física não ajuda. Sob violência física o submisso admite qualquer coisa. Depois da centésima chicotada qualquer um admite que é Bin Laden , por exemplo (menos o próprio, é claro).
Dois sofás confortáveis, uma câmera de vídeo, a luz sobre o submisso e a ordem:
“-Fale-me de você.”
Pequenos cortes, dirigindo para aquilo que se quer esconder, perguntas constragedoras, confissões e, principalmente, a posse da fita. Uma fita com uma pessoa nua, sendo estuprada por um avestruz vale bem menos que a calma cena de uma conversa na sala, onde o submisso foi obrigado a confessar que se masturbava com a prova de Geometria nas mãos para se lembrar dos gritos da professora: “- Burro! Burro! Burro!”. São coisas que o hoje bem sucedido CIO de multinacional não gostaria de ver expostas…
Um dos casos mais extremos dessa técnica aconteceu, justamente, na literatura brasileira, naquele que é um dos maiores cornos de toda a história, o Bentinho, ou, se preferem, o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Permitam-me, por um momento, tal digressão literária…
Devidamente humilhado por sua esterilidade e pela piedosa traição de Capitu, que ao conceber um filho de Escobar consegue ocultar da sociedade a esterilidade do marido (sei que os exegetas de Machado vão me xingar por essa hermenêutica, mas se Capitu engravidou apenas uma vez é porque, da parte dela, a traição tinha objetivos claros), Bentinho, em vez de calar-se, o que seria uma atitude de respeito para consigo mesmo, seu filho e sua esposa, além dos amigos (lembrem-se do capítulo de desculpas a Dona Sancha, mulher de Escobar), põe-se, não só a falar, mas a escrever.
O resultado, para quem leu, é evidente.O domínio de Capitu sobre Bentinho se escancara a cada página e, por mais que Bentinho testemunhe contra ela, a acuse e queira nos convencer que ela era apenas a traiçoeira portadora de “olhos de cigana dissimulada”, tudo o que ele consegue é nos convencer do quão ridículo ele é, em seu rancor, em sua ira de corno manso e literato.
Sem mover uma palha em sua própria defesa ao longo de todo o romance, já que Bentinho é o todo-poderoso autor, Capitu domina a cena, Bentinho e a nós leitores. A posse da palavra foi completamente inútil a Bentinho e é isso que uma plena dominação psicológica busca: eu lhe dou a vantagem de falar, mas nem assim você cria ou domina alguma coisa. Tudo o que você pode criar é uma imagem ridícula de si mesmo. No caso de Bentinho, a confissão de que é corno e estéril. Como sentenciaria outro personagem do romance: “Corníssimo!”
Em Síntese
O submisso deve ser levado ao ponto de ser capaz de dizer como verdade as descrições de si mesmo que darão prazer a quem o domina.
A quem domina cabe chegar ao ponto de, com sua presença, já humilhar o masoquista. Transformar seu próprio corpo, sua própria imagem em signo dessa humilhação.
Como? A dominadora, o dominador, transformados em objetos?
Sim, pois tal é o estado de dependência da dor e da humilhação do masoquista, em seu modo de ser, que desconhece qualquer noção de sujeito: tudo é para ele um objeto, até o si mesmo. Então, que seja a dominadora, o dominador, o objeto que denuncia e provoca esse estado de humilhação no submisso.
O domínio sobre a expressão do submisso sobre seu estado deve ser a fonte de prazer do sádico, pois a única coisa que o masoquista expressa é, essencialmente, dor, seja ela psicológica ou física.
Por essa limitação extrema das condições de expressão do masoquista é que o sádico se sente mais à vontade quando pode romper o tabu monogâmico, precisando de vários tipos de submissões para se satisfazer.
Mas isso já é tema para outro artigo…
”