GOR: Castas e Cidades


GOR e BDSM apesar das semelhanças são duas culturas totalmente diferentes. Eu não sou Goreano, por isso pedi ajuda a uma amiga minha, Yar Anjo e também de “Master Christian”, que são praticantes, para me ajudar a explicar o que é GOR.

Por isso neste artigo vou transcrever uma apostila que Master Christian criou sobre a filosofia GOR. Por ser extenso, dividirei cada capítulo em um novo artigo, para melhor organização. Peço licença para o Master Christian para disponibilizar a sua apostila para download neste site.

CASTAS EM GOR

No universo goreano J. Norman criou uma organização social baseada em castas. As castas são grupos de homens de mesma atividade profissional ou atividade afins. Desta forma existem castas de Mercadores, de Medicos, de Engenheiros, etc… A cada uma é atribuída uma cor e um código de ética que tem valor de lei para os membros da casta se sobrepondo, muitas vezes as leis locais.
As castas são divididas em dois grupos high caste (castas altas) que geralmente governam as cidades e as low caste (castas baixas) que agrupam todas as outras castas. A casta de uma casa define o nível de formação que os membros da casa recebem. Assim há o “first knowledge”, que é o conhecimento de senso comum que a maior prte da população do planeta tem, e há o “second knowledge” uma forma de conhecimento mais erudito e científico que é privilégio das high castes.
As high castes são cinco, a saber:

  • Inciates – Os sacerdotes da religião mais adotada em GOR qeu é o culto aos “Priest Kings”. Sua cor é o branco.
  • Scribes – Os cientistas, magistrados, e acadêmicos. Sua cor é o azul.
  • Fisicians – Os médicos, psicologos, e profissionais da saúde. Sua cor é o verde.
  • Buiders – Os engenheiros de todas as especialidades e contrutores. Sua cor é o amarelo.
  • Wariors – Os guerreiros, soldados sejam do estado ou mercenários. Sua cor é o vermelho.

Todas as outras castas são low castes embora algumas como os Merchant (mercadores) e os slavers (mercadores de escravas) sejam castas de grande poder que por vezes governam indiretamente as cidades.
Embora exista a possibilidade de um homem mudar de casta bastando para isso mostrar habilidades compatíveis com a casta destino e ser aceito pela mesma, tais mudanças raramente ocorrem porque os Goreanos em geral são orgulhosos de sua casta não importando sua posição.
Esta última questão é, a meu ver, a mais importante do ponto de vista da filosofia goreana. Eu vejo que toda esta estrutura na literatura tem o objetivo de mostrar que o homem deve ter orgulho do que faz, de quem é, que deve ser sincero consigo mesmo buscando a sua verdade em todos os aspectos da sua vida. E, uma vez que tenha encontrado esta verdade, não deveria se preocupar com a visão da sociedade sobre o que faz ou sobre o que é, antes viver a sua própria escolha com alegria e orgulho.
Finalmente, em nível do estilo de vida goreano o uso de castas seria perfeitamente dispensável se a filosofia por traz das castas for assimilada, entretanto se tornou tradicional entre os que adotam o estilo de vida goreano escolher uma casta de acordo com sua atividade profissional ou de suas aptidões

CIDADES DE GOR NA TERRA

Quando a filosofia subjacente a obra de John Norman, tendo encontrado eco no modo de ver e de sentir de homens e mulheres por todo o mundo, tornou-se um estilo de vida os goreanos passaram a reunir-se em grupos segundo sua localização geográfica e suas interpretações particulares sobre diversos aspectos da prática goreana. Seguindo a tradição da ficção que deu origem ao estilo de vida os grupo naturalmente passaram a se denominar “cidades goreanas”.
Assim, uma cidade goreana é um grupo de pessoas comprometidas com o goreanismo que tem em comum a mesma interpretação da prática do estilo de vida goreano.

A formação de uma cidade se dá, desta forma, pela reunião de dois ou mais goreanos com uma postura semelhante sobre a prática goreana e só faz sentido depois de haverem alguns goreanos se reunindo.
As cidades podem diferir entre si em diversos aspectos tais como:
– A ênfase dada aos diferentes aspectos filosóficos
– A fidelidade aos detalhes culturais dos livros como trajes, nomes de alimentos, etc.
– A quantidade de termos originais utilizados
– A exigências específicas sobre os membros de cada cidade.
As diferentes cidades têm diferentes níveis de compromisso com a filosofia goreana em oposição ao compromisso com a forma descrita nos livros. Um exemplo deste tipo de diferença envolve a posição das cidades com relação ao se aceitar nas cidades os kajius (escravos homens). Outro exemplo diz respeito ao poder decisório das mulheres (escravas ou livres) nas questões administrativas da cidade.
Com relação à fidelidade aos detalhes culturais algumas cidades por exemplo limitam a vestimenta das kajiras às previstas nos livros enquanto outras permitem às kajiras o uso de trajes alternativos.
O uso dos termos goreanos é outro aspecto onde as cidades podem divergir. Algumas utilizam tantos termos no idioma original quanto possível enquanto outras se detém menos neste ponto em particular. Outras ainda buscam nacionalizar a maioria dos termos. Um risco na nacionalização dos termos é, entretanto, cair na incoerência de se traduzir os termos originais do inglês e preservar os termos em “goreano” como bosk, kalana ou mesmo kajira.

Finalmente, sobre as exigências específicas sobre os membros há cidades que impõe restrições sobre seus membros tais como não aceitar goreanos casados sem a ciência da esposa, ou de não aceitar kajiras com perfil switcher. Espera-se entretanto que todas as cidades recebam como membros efetivos somente goreanos.
Se tantas são as diferenças entre as cidades é importante compreender que as semelhanças devem ser mais importantes que elas. Neste sentido as cidades goreanas têm obrigatoriamente de concordar no essencial sobre a filosofia que as torna efetivamente goreanas, a saber:
– A crença nos papeis naturais de homens e mulheres onde se crê que o papel de dominação é naturalmente masculino.
– A crença na verdade individual, na transparência e no respeito seja por outros mestres, pelas kajiras pelas mulheres livres goreanas e pelo direito de escolha dos não goreanos.
Outro aspecto importante que deve ser compreendido é que a formação de uma cidade não pode preceder, seja em tempo ou em importância, à formação dos próprios goreanos ou se correrá o risco de que se formem grupos que apenas se auto-intitulam goreanos sem o necessário conhecimento da obra de John Norman e das práticas reais goreanas.
No Brasil algumas poucas cidades goreanas estão se formando porem nem todas são reconhecidas como goreanas pelas outras, isso em geral se deve a opções filosóficas ou práticas que as descaracterizam como goreanas.

Existem ainda grupos que se utilizam de práticas goreanas junto a outras práticas de forma a descaracterisa-los como genuinamente goreanas. Nada há contra o uso de práticas goreanas por não goreanos uma vez que o conhecimento sobre as mesmas está disponível para quem quer que se disponha a estudar as Crônicas da Contra-Terra mas é preciso entender que o uso de práticas goreanas sem o compromisso com a filosofia central não torna um indivíduo ou uma cidade goreanos. Ser goreano é uma filosofia de vida e não simplesmente um fetiche, envolve escolhas e o abrir mão de escolhas incoerentes com a filosofia. Não se pode ser goreano e libertino por exemplo.

Para concluir cabe dizer que um goreano não pode ser ou fazer o que quiser sob o risco de cair em contradição com a filosofia goreana. Ao optar por ser Goreano um homem, ou mulher, esta abrindo mão de outras coisas, é uma escolha. É por isso que se costuma dizer: “Gor não é para todo mundo”. Eu conheço vários casos de pessoas que tentaram ser goreanos e desistiram. Isso não é demérito para ninguém, apenas quer dizer que tal pessoa não se adaptou ao padrão goreano.

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