FAQ: Como Conto aos Meus Filhos?


Este texto foi retirado do site Fetish Exchange e traduzido pelo nosso novo colaborador Yakuza.

Este é um tema não muito comum, mas que muitos ficam com pé atrás. Portanto talvez seja de interesse de alguém…

Algumas dicas e conselhos de como facilitar as coisas

Muitos pais têm dúvidas sobre como e quando contar a seus filhos sobre as emoções do  BDSM. O que geralmente  não é algo fácil de se fazer. Portanto, aqui vai algumas estratégias práticas para ajudá-los a lidar com esse tipo de problema. Nós não temos a intenção de fornecer um programa fácil de 10 passos, já que cada situação é diferente da outra. Podemos, porém, tentar ajudá-los com algumas dicas e conselhos que podem fazer esse  obstáculo seja superado mais facilmente.

Primeiro vamos relembrar algumas coisas

Nunca faça nenhuma performance BDSM em frente a menores, não importando o quão pequena é a atividade ou o qual a idade do menor. Primeiro porque é ilegal, segundo não é da conta deles, terceiro não é um comportamento consensual e finalmente, você pode causas sérios danos psicológicos/emocionais.

Ao contrário do que você possa sentir, a maioria dos filhos não estão realmente interessadas na vida sexual dos pais. Na verdade, a maioria das crianças nem querem saber sobre isso. Pense em como você se sentiria se seu pai lhe contasse o que, e mais importante, como ele fez AQUILO com a sua mãe. Pensamento grotesco ou pelo menos difícil, não? Bem, aposto como seus filhos sentem o mesmo sobre sua vida sexual. Na maioria dos casos essa é uma situação em que os pais querem contar as crianças, sendo que elas NÃO querem saber. Você considere suas opções. Se não é preciso saber, se elas não perguntam, então não há razão para contar.

Algo que precisa ser enfatizado neste ponto é o motivo dos pais. Se você está planejando contar a seus filhos sobre suas inclinações porque não quer que fiquem preocupados quando a sua mãe gritar durante o “spanking” seus motivos são DEFINITIVAMENTE ERRADOS! Os seus filhos (não imporntando a idade) não devem ouvir suas mães berrando de dor, principalmente pelo fato do papai estar dando um “spanking” erótico. Os seus filhos não vêem e entendem as diferenças entre BDSM e o abuso, por isso elas IRÃO (não importando o que você diga) entender que é um abuso ou, no melhor dos casos, um comportamento parental estranho.

Qualquer informação/educação sobre o BDSM ou qualquer outro estilo de vida alternativo deve ser inserido em um programa de educação sexual completo (logo mais falaremos sobre isso).



Educação Sexual

Educação sexual geral é uma responsabilidade em que os pais deveriam se involver desde o ínicio. Na opinião geral dos especialistas é que, a amplitude, tolerância e responsabilidade da educação sexual deveria ser incorporada e discutida de maneira natural (isso quer dizer, começar a conversa quando o seu filho está preparado para o assunto). Quando a criança começa a perguntar sobre de onde vêm os bebês, este é a hora de começar a educação sexual geral e não pular esse momento com o papo “a cegonha traz os bebês” ou usando a famosa “seu pai te conta quando você for mais velho”. É amplamente recomendado pelos especialisatas que a forma natural e neutra da educação sexual, é incorporá-la na educação em geral. Fazendo disso uma parte normal da vida e da educação (e não tornando um “evento”), assim a criança irá crescer com uma opinião mais natural sobre a sexualidade e também irá aprender a ser tolerante as pessoas que tiverem preferências diferentes da maioria.

E sim, vocês, o pais, terão que fazer isso. Não há razão para deixar isso para os programas escolares. Como pais, vocês estão na linha de frente e qualquer escola ou instituição social que irá apenas complementar mais tarde a educação que os vocês deram. Isso não pode substituir a responsabilidade como pais.

Há muito mais na educação sexual que “pássaros e abelhas” ou somente a coisa técnica. É tambem sobre atitude para com os outros, negociando seus desejos, entendendo e tolerando outros que podem não dividir das mesmas emoções, doenças sexualmente transmissíveis, controle de natalidade, normas e valores, auto-proteção, conhecendo seu próprio corpo, desejos e resposabilidade sexual. Na verdade, a coisa técnica vem por último.

Integrar tolerância e entendimento a atividade sexual que não segue a linha geral é o mais importante se você quer se dar alguma chance para explicar sobre estilos de vida alternativos mais tarde. Integrar NÃO é a mesma coisa que vender a idéia. Sua melhor aposta é fazer o mais naturalmente possível, como se você explicasse os vários tipos diferentes de sabores de sorvete, assim dizendo.

Pense a frente!

Plus, you’re very likely to scare the living daylights out of them if it happens that way – and at that point they’re not as likely to tell you about the things they found and their very logical fears and misconceptions.

De qualquer maneira tente pensar a frente e prevenir situações de crise. Crianças são curiosas e sua curiosidade irá levá-las a encontrar seu chicote, algemas, brinquedos, livros ou fotos se você não os guardar de maneira correta (por exemplo através de um cadeado com chave). O que você deve fazer é tentar e prevenir que crianças encontrem os livros, figuras, etc e então começarem a fantasiar sobre eles (e contando aos outros) sem a devida informação e direcionamento. Além, se isso acontecer você é mais propenso a assustar até os fios de cabelo deles,  e se ocorrer nesse ponto, eles não irão lhe contar sobre o que acharam dos seus medos e concepções errôneas.

Se e quando e se eles encontrarem essas coisas, muito provavelmente eles não irão lhe perguntar, mas irão falar (e talvez mostrar) para seus amigos e não é difícil, dependendo da cada situação, que procurem conselho fora de casa sem seu consentimento. E não é o que você quer. A não ser que você tenha criado uma situação em que é normal se falar sobre esses assuntos, não espere que seus filhos venham a você. E apenas ser um bom pai não é o suficiente para essa área. Você tem que estabelecer uma situação em que assuntos relacionados a sexualidade são discutidos de maneira natural, de forma madura. O famoso “Você pode falar comigo sobre qualquer coisa” não irá funcionar quando o assunto se trata de medos e desejos sexuais que sua criança possa ter. Você simplesmente deve desempenhar um papel ativo. Estar ali não é o suficiente. Na verdade, mesmo em um ambiente saudável, eles podem não ir a você porque eles podem ter medo de deixá-los sem graça.

Another well known crisis is the following scene: mommy has just been tied down on the bed and little Johnny walks into the bedroom, complaining about a painful tummy. This is a scene you will first of all want to try and prevent. If you’re into erotic power exchange, make it a simple family policy that the parents’ bedroom is off limits, that a simple knock on a door is the polite thing to do in any case and that the door may be locked on occasion, simply because mommy and daddy appreciate a little privacy on occasion.

Outra crise bem conhecida é a seguinte cena: mamãe acaba de ser amarrada a cama quando o Joãozinho entra no quarto, reclamando sobre a dor de barriga. Em primeiro lugar essa cena é algo que você quer tentar e prevenir. Se você está na troca de poder erótica, faça uma política familiar que o quarto dos pais é fora dos limites, e que uma simples batida na porta é a coisa mais polida a se fazer em qualquer caso e que a porta pode estar trancada em certas ocasiões, simplesmente porque a mamãe e o papai apreciam um pouco de privacidade em certas ocasiões.

Se uma situação dessa ocorrer, fale com a criança imediatamente (não importa o horário da noite que seja)! Simplesmente explique a situação. Se você não falar, mais tarde irá ter vários tipos de problemas. Lembre-se que os pais têm o papel de modelos definitivos.

Em que idade?

É difícil fornecer qualquer guia geral sobre qual a idade certa para informar a criança sobre formas alternativas de sexualidade. Uma coisa, entretanto é certa, não será de grande ajuda contar a eles se não houver terreno fértil suficiente (em outras palavras, se outros assuntos não tiverem sido discutidos primeiro) ou se eles são incapazes de entender o que você está tentando explicar. Algumas crianças (em especial garotas) começarão a entender a partir dos 14 ou 15 anos. Outros (garotos são mais lentos) apenas estarão prontos aos 17 ou 18 anos. De qualquer forma, assuntos como tipos de vida alternativos são algo para uma idade mais madura e certamente não para crianças pequenas. Se eles são incapazes de entender o assunto, é muito provável que todo seu esforço se torne contra-produtivo.

Outra dica importante: dê tempo a eles. Crianças, em especial os adolescentes, passam por um turbilhão de fantasias sexuais, incertezas e se desenvolvimentos entre os 8 e 15 anos. E só porque a garota começou a menstruar não significa que os garotos também não passem por um grande passo emocional. A primeira polução noturna (em inglês “wet dream”) pode causar tanto impacto quanto a primeira menstruação. Não sobrecarregue-os com informação. Especialmente o tipo de informação que vem com a fase experimental, as mudanças hormonais e dores do crescimento. Crianças, especialmente os adolescentes, precisam de tempo para experimentar, para descobrir a própria sexualidade. A necessidade de contar a eles sobre BDSM (a não ser eles perguntem especificamente) é sua, não deles. Planos entusiastas para contar sobre sua propensão pode interferir em muito no desenvolvimento da sexualidade deles e pode causar sérios problemas no futuro.

E também, lembre-se que em especial os adolescentes são extremamente receptivos a assuntos relacionados a sexualidade e a vergonha e incerteza fazem grande parte de suas vidas. Eles estão explorando. Deixe, mas lembre-se que qualquer coisa que contar a eles agora será de GRANDE IMPACTO. Um bom exemplo de quão grande. A mãe de um jovem (12 anos) após sua primeira polução noturna diz que ele tem uma quantidade limitada de esperma disponível e que ele não deveria gastar nada disso. Claro que isso assustou até a alma do garoto. Vinte anos depois, é preciso em terapeuta muito experiente e bons três anos para entrar na sua mente. Até aquele ponto ele estava com muito medo até de fazer amor, tornando-o conseqüentemente impotente.

O que contar a eles?

Bom, como explicado, as crianças não querem saber sobre a vida sexual dos seus pais. Portanto você terá que se concentrar numa aproximação mais geral: por exemplo, há homossexuais, bissexuais, lésbicas, e pessoas que gostam de BDSM, etc e que isso é absolutamente normal não seguir as preferências, fantasias ou inclinações convencionais. E explique que pessoas que digam o contrário são simplesmente intolerantes.

Uma vez que você fertilizou o solo dessa maneira, assuntos sexuais devem se tornar assuntos normal para seus filhos conversarem ou perguntarem (mesmo se forem difíceis), você terá ganho três quartos da batalha. Porque uma vez estabelecida esta situação (a qual é uma estratégia a longo prazo) não apenas você terá dado a seus filhos uma visão mais madura e tolerante sobre sexualidade (e ajudado a diminuir as chances de engravidarem muito jovens, adquirir uma doença sexualmente transmissível ou coisa parecida), mas também terá criado um ambiente onde eles começarão a perguntar.

Essa é uma estratégia a longo prazo que, idealmente, deveria começar em estágios iniciais (brincando com seu próprio órgão sexual NÃO é um mau exemplo, todas as crianças fazem isso e geralmente quando bem jovens). Assim que você estiver estabelecido um ambiente em que assuntos sexuais são tão normais quanto perguntas sobre testes de matemática da escola, provavelmente seus filhos irão começar a perguntar. ESSA é a hora certa de falar sobre BDSM, porque agora que estão receptivos e provavelmente prontos para isso. Explique em termos gerais e não “isso é o que o papai faz com a mamãe”. Mais tarde, novamente após preparar e fertilizado o solo, você pode querer (de forma casual) que o papai e a mamãe estão nessa também.

Como contar a eles?

A maioria dos experts em educação sexual (ou qualquer outra) irá dizer que a educação é um processo duplo: a explicação e um pouco de iniciativa do educador em um lado, e a descoberta e exploração pela criança no outro. Na qual qualquer educador sexual responsável irá prover material escrito (informação por livros ou internet) contendo explicações, guias e informação pessoal. O que é exatamente o que você deve tentar fazer. Adquira alguns livros para você (sobre educação sexual geral) e tenha certeza que esses livros do tipo não prejudiciais e tolerantes. Se e quando o assunto sobre BDSM for trazido a discussão: providencie informação sobre o assunto em que eles podem ler por eles mesmos (lembre-se que é provável que eles já tenham feito alguma pesquisa por eles mesmos), mas tenha certeza que as crianças ou adolescentes irão entender.

Novamente, que seu papel como educador seja neutro, tenha uma aproximação mais geral e nesse estágio tente evitar SUAS preferências e envolvimentos pessoais e somente, de forma casual, conte a eles mais tarde sobre o fato que você também participa.

Em geral, garotos tendem a converser com o pai sobre assuntos sexuais, garotas tendem a escolher a mãe para este trabalho. Conseqüentemente a educação sexual é algo que AMBOS os pais devem se envolver. Nem todos os pais são bons nisso. Sem problema, não há nada de errado em contar a seus filhos que você tem dificuldade em explicar isso ou aquilo ou que você precisa estudar o assunto primeiro.

Comportamento BDSM

Casais geralmente possuem padrões de comportamento e regras da casa que resultam em uma troca de poder dinâmico entre os dois parceiros. Alguns exemplos são que o submisso sempre tem que obedecer o dominante, ela tem um controle limitado sobre o dinheiro, ela tem que cumprimentar de certa maneira e coisas assim. Em princípio não há nada de errado com isso, mas há algumas coisas a considerar nessa área.

Tenha certeza que você expôs os exemplos corretos a seus filhos. Você (como pai) é o modelo ideal. Se a limitação de renda da sua família é o sistema,  isto não deve ser um problema, enquanto você explicar que isso não é o jeito que todos fazem e que suas filhas têm que aprender a controlar seus próprios orçamentos.

Ajoelhar, punições e regras sobre-entusiásticas estão fora de questão quando os filhos estão presentes. Você terá que procurar por meios mais sutis para realizar explicitamente o BDSM ou simplesmente retraí-los na presença dos filhos. Se você se mostrar um modelo errado pode criar mais tarde um padrão de comportamento desbalanceado, não saudável e não quisto e nem tudo pode ser corrigido pela explicação.

E tudo isso não é tão difícil enquanto você entender que NÃO há a necessidade de saber o ponto de vista da criança. Muito provavelmente VOCÊ  é o que está querendo explicar a situação, a única questão que você tem que perguntar a si é se é ou não é produtivo e pode contribuir com qualquer coisa com o desenvolvimento e educação da criança. Na maioria dos casos, educação sexual com tolerância e mente aberta é BOM. Muito bom. Mas (mesmo sem intenção) projetar suas necessidades e desejos em seus filhos NÃO É BOM. Então tenha certeza que você saiba porque você quer explicar essas coisas a seus filhos e tenha certeza que irá fazer isso como parte do seu programa de educação sexual geral em andamento.

Fonte: Fetish Exchange

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